24 de março de 2014

Onde servem chá: Casa Alves - Gramado

Ficando uns dias em Gramado em fevereiro, fui procurar onde tomar chá. A casa de chá mais famosa seria a Casa Vittorio, para a qual me encaminhei animado, mas dei com a cara na porta. Estava fechada, sem nenhum aviso na porta e sem ser comunicado nada na página do Facebook (cuja última atualização era de dezembro, portanto agora imagino que não abra nos meses de janeiro/fevereiro). Com a frustração em alta, acabei encontrando um bistrô simpático que serve os chás da The Gourmet Tea.

O local se chama Casa Alves, fica junto à igreja, bem na frente do chafariz (a tal Fonte do Amor Eterno) . Pedi um chá da variada carta e para minha surpresa eles fazem da mesma forma que a The Gourmet Tea original: trazem as folhas à mesa, com a água e um desses negócios de fazer chá cujo nome não existe (na foto abaixo), mais o cronômetro para cuidarmos o tempo. A diferença é que aqui o garçom fez tudo, além de colocar as folhas e a água, ficou aguardando próximo à mesa para servir o chá quando tocasse o reloginho (o que imagino que não seja muito prático de se fazer quando o bistrô está cheio, afinal o garçom fica meio preso ao tempo do seu chá).
 

Apesar do local agradável e dessa experiência sempre interessante do chá sendo infuso na mesa, acabou resultando na pior xícara de chá dos últimos tempos. Imagino que a água estivesse quente demais para o chá, e que havia mais folha do que se espera para uma xícara de 200ml. A infusão ficou amarguíssima, completamente deixando uma sensação ruim na boca - e como eu já disse aqui, chá bom não é para ser amargo, não é para não ter nenhum gosto a não ser da sua própria amargura.

Assim que serviu a xícara, o garçom foi colocar água novamente no troço de chá, para fazer uma segunda infusão com as mesmas folhas (o que é ótimo); no entanto, não entendi o esquema disso: se para fazer a infusão precisamos de dois minutos, isso me obrigaria a tomar a xícara em dois minutos, que seria quando o alarme tocaria novamente. E aí? E se não tivesse tomado? Como faz? Deixa o chá em infusão, ficando cada vez mais amargo? Ou engole tudo o que resta na xícara de uma vez só, para poder servir de novo? No caso, eu não quis que ele fizesse a segunda infusão, porque só uma xícara para mim era suficiente (e até foi demais).




Embora a infusão tenha resultado de baixa qualidade, o preço era digno de uma xícara excelente: R$ 12,00 mais 10% do serviço. Longe de mim querer dizer quanto se deve cobrar, mas realmente se você faz esse preço, o mínimo que se pode esperar é um alto cuidado com o que você oferece, para que seja pelo menos uma experiência razoável. Mas ali falharam neste ponto.

Casa Alves
Boulevard São Pedro - Av. Borges de Medeiros, 2659 - Gramado - RS
https://www.facebook.com/pages/Casa-Alves/544520652244059


7 de fevereiro de 2014

Onde servem chá: El Té - Porto Alegre

Se não tivesse me dado férias do blog já teria falado da El Té antes, mas também não vou fazer um post sobre ela agora, só quero falar sobre os chás gelados que servem lá. Olha, neste calor sem igual das últimas semana, poucas coisas agradam mais do que um bom chá gelado (eu, que nunca fui disso, tenho inclusive feito todos os dias em casa, porque chá quente ultimamente anda meio complicado pra tomar - embora eu tome vez ou outra também).

Pois lá na El Té você pode escolher um dos chás da extensa lista de sabores disponíveis (mais de 30) para ser servido gelado (e eu posso recomendar especialmente o Madrid e o Jade Flow, que eu tenho em casa e ficam ótimos na versão gelada) , mas o plus a mais são os coquetéis com chá, frutas e outras coisinhas mais.



Temos 5 opções para escolher desses coquetéis elaborados, e eu provei três delas: o Frutilla, que junta chá verde, morango e hortelã; o El Té, que é chá verde, laranja e hortelã; e o Arnold Palmer, uma combinação equilibrada de chá preto, suco de limão, um toque de mel e cerejas pra completar. Estes dois últimos são os que estão na foto - e tudo o que eles têm de bonitos têm de gostosos.

Para acompanhar, há bolos, quiches e outras opções (algumas inclusive sem glúten e/ou lactose, o que é uma maravilha).

Mais tarde falarei mais sobre a casa de chás, só queria mesmo recomendar as bebidas refrescantes (e sem iguais em Porto Alegre) que há por lá, num ambiente climatizado, agradável e com wi-fi grátis.

A El Té fica ali na 24 de outubro, 111, loja 35, na esquina com a Miguel Tostes, bairro Moinhos de Vento.  Mais informações: https://www.facebook.com/elte.casadechas


27 de janeiro de 2014

Onde servem chá: The Gourmet Tea - São Paulo

Seguindo os posts atrasados sobre as casas de chá de São Paulo, no The Gourmet Tea minha experiência foi um pouco confusa. Primeiro porque os atendentes aparentemente não sabiam o número da minha mesa (e isso acarretou desencontros, com pedidos de outra pessoa vindo para mim e coisas que eu pedi não aparecendo na conta), segundo porque o primeiro chá que eu pedi veio errado – o que é bastante grave para uma casa de chá:  pedi um oolong (China Quilan) e me trouxeram uma infusão de rooibos. Eu percebi na hora porque conhecia e pedi para trocar, mas quem não conhecesse e tomasse poderia ter sido prejudicado.

Na carta de chás havia 33 opções, e eles vêm para serem preparados na mesa pelo cliente - e aí está o maior charme do local: a água, as folhas, um infusor desses aí da foto e um cronômetro, que já está configurado com o tempo indicado para o seu chá. Quando o cronômetro zera você só precisa posicioná-lo sobre o copo e o chá é coado e está pronto para tomar.

A porção é individual (não é um bule), servida em copos transparentes de parede dupla da Bodum. Pedi um outro chá, o White Passion (chá branco com especiarias), que veio certo, e comi também uma boa empada (mas gordurosa) e uma salada de frutas (servida em uma tigela de sopa, como se fosse uma sopa mesmo, com bastante caldo e pouca fruta). Apesar da atrapalhação com o número da mesa o atendimento foi bom, atencioso e simpático.

Os chás da marca ficam em exposição nas suas latinhas coloridas (não são latas, na verdade, são de papelão) e você pode comprar qualquer sabor facilmente. Eu comprei o China Jasmine Tea, sobre o qual espero escrever aqui se o blog sobreviver às intempéries.





The Gourmet Tea
Rua Mateus Grou, 89 - Pinheiros, São Paulo
http://www.thegourmettea.com.br



26 de janeiro de 2014

Onde servem chá: Bistrô Ó-Chá - São Paulo

Pois fiquei tanto tempo sem escrever que perdeu a continuidade e a lógica dos posts “onde tomar chá em São Paulo”. Ficaram meio perdidas no tempo as visitas às casas de chá, então vou fazer resumidamente os textos a partir de agora, assim me livro deste carma e sigo em frente com o blog (ou não). Levando em consideração que as visitas aconteceram em maio de 2013, vamos começar...



Já havia falado sobre a Tea Connection, que foi uma experiência positiva, então vou começar por outra das mais positivas, o Bistrô Ó-Chá. Fui lá almoçar, e pedi um ótimo frango ao molho de frutas secas e cacau com arroz de cenoura. Depois pedi um chá, que a gente escolhe de uma carta de chás variada e bonita. Pedi o Pérola do oriente, que tem notas de maracujá. O chá já vem preparado, em um bule de barro. A xícara tem formato de flor, e, apesar de parecer estranho, é uma forma boa para beber. O bule tem a problemática de vir com chá demais para quem está sozinho (3 xícaras), o que fez me empanturrar com o primeiro chá e acabei não pedindo o segundo. De acordo com minhas anotações, a última xícara deixava um aftertaste amargo na boca (provavelmente algum resíduo das folhas ficou no fundo do  bule). 

O ambiente do bistrô é muito bonito, com decoração descolada e aconchegante, aparentando despreocupação e desarrumação (mas uma desarrumação arrumada, que é a melhor). Atendimento simpático e eficiente, música suave tocando.

  

Bistrô Ó-Chá
Rua Aspicuelta, 194 - Vila Madalena - São Paulo
https://pt-br.facebook.com/pages/Bistrô-Ó-Chá/249557331738343



27 de maio de 2013

Onde servem chá: Tea Connection - São Paulo

Começando aqui os textos sobre casas de chá de São Paulo, para onde eu fui na outra semana. Acho que só ouvi falar na Tea Connection quando comecei a preparar o roteiro de visitação. Foi a primeira casa de chá que visitei na viagem  - e isso acabou me prejudicando um pouco, como explicarei depois.

A Tea Connection fica no bairro Jardim Paulista, próximo à rua Augusta e à Oscar Freire, uma charmosa região nobre da cidade que eu já conhecia e para a qual sempre é um prazer voltar. A loja é grande, bem iluminada e com um ambiente muito calmo (pelo menos quando lá estive, numa sexta-feira por volta das 11h).


O cardápio contempla opções de chás (não muitas, mas bastante instigantes), alguns tipos de salgados, doces e opções de almoço e outras bebidas. Pedi um Kiwi Moon inicialmente, que consiste em chá verde japonês sencha, chá branco e pedacinhos de kiwi. Daí eles trazem um bule com água quente (notem que o bule é envolto num "agasalho" clorido, que deve ser para manter a temperatura por mais tempo), uma ampulheta e um infusor com as folhas do chá. O infusor a gente coloca, então dentro do bule e aguarda o tempo recomendado (neste caso, dois minutos).


Aqui me deparo com a problemática de fazer o chá na mesa. Apesar de muito mais lúdico e interessante, e possibilitando um maior controle por parte de quem vai tomar, o fato de você colocar o infusor com as folhas num bule onde a água já está acaba resultando em que nem todas as folhas vão ser infusas, algumas vão ficar boiando, sem contato com a água, ou com contato desigual com as outras que ficaram embaixo e foram ao fundo.

Talvez por conta disso - ou porque tinha pouca quantidade de chá para o montante de água, ou porque é assim mesmo -, o chá era suave demais. O próximo que pedi também sofreu (provavelmente mais) com esta fatalidade, ficando, digamos, 15% dele sem ser apropriadamente infuso.

Esse segundo, o Arabis, consiste em oolong, pétalas de calêndula, pétalas de rosas amarelas e aroma de limões do mediterrâneo. Como o outro, muito agradável, porém suave demais também. Isso acabou me dando uma sensação de chás blasé que me desestimulou a comprar uma (ou duas) latinhas para trazer para casa, afinal eu gosto de sabores mais profundos e intensos e esses me lembravam chás para senhoras no meio da tarde.


Também aqui me deparei com outra problemática, que me acompanharia na maioria das casas de chá que visitei por lá: eles te trazem UM BULE de chá, não uma xícara. Assim, você tem que tomar de TRÊS A QUATRO XÍCARAS para acabar com tudo, ou viver com a consciência pesada por ter desperdiçado um bom chá importado desde o outro lado do mundo. Além de ficar com a bexiga cheia, você realmente fica tonto por causa da cafeína.

Recomendo, pois, comer algo junto com seu chá (os efeitos da cafeína se acalmam, pelo menos você não fica tremendo). Lá eu pedi um ótimo muffin de cogumelos com queijo gruyère e espinafre, bem fofo e de sabor proeminente.

Outra problemática com o sistema por eles adotado: a água fica em contato com as folhas, no infusor, mesmo depois de servir a primeira xícara. Deve ser porque eles pensam que ninguém vai ir lá tomar um bule de chá sozinho - mas, sim, algumas pessoas vão. Assim, a infusão vai se prolongando e o chá acaba ficando mais amargo nas próximas xícaras.


Apesar dos pesares, das cinco casas de chá que visitei, foi uma das duas que eu mais gostei de visitar em São Paulo (junto com o Bistrô Ó-Chá, ficou no topo da lista), por causa dos chás interessantes, da boa variedade de comida, do ambiente agradável e do bom atendimento. Aliás, eles disponibilizam wi-fi aberta e algumas tomadas nas mesas perto da parede (ótimo para recarregar o celular).

Como disse no início, ter ido lá logo no primeiro dia me prejudicou um pouco porque acabei me desapontando com as casas de chá mais conhecidas e com os chás que acabei comprando, daí me arrependi por não ter comprado os chás deles. Mas já era tarde, não consegui voltar lá nos outros dias e fiquei sem o chá verde com kiwi, que faria um grande sucesso aqui em casa.


Prolongando um pouco o assunto, no cardápio eles dividem os chás por cores, o que está corretíssimo, só que eles fazem uma misturança quando nomeiam "chá vermelho": sob este título colocam os oolongs, que não têm nada com isso, misturados com uma opção de pu-erh, que é o que geralmente tem se chamado de vermelho por aqui, como já falei no texto "O que é chá vermelho (ou não)". Informações erradas que vão formando equivocadamente as ideias das pessoas que se interessem em aprofundar um pouco o assunto (se bem que, realmente, cardápio não é lugar para se aprofundar, mas espera-se que uma casa de chá saiba bem o que é o que).

Tea Connection
Onde: Alameda Lorena, 1271 - Jardim Paulista - São Paulo
http://www.teaconnection.com.br


23 de maio de 2013

Blog fez aniversário e eu esqueci

O blog fez seu primeiro aniversáriono final do mês passado e eu até tinha esquecido de comentar isso aqui. Apesar de eu estar conseguindo atualizar com pouca freqüência, não deixei ele morrer ao longo dos meses e isso sempre é bom. Com o blog aprendi um mundo de coisas que eu não sabia - e espero continuar aprendeno e provando os sabores de novos (e velhos também) chás.

Para comemorar este ano fiz uma página no Facebook, onde vou postar as atualizações daqui e mais algum material que não se encaixe nos parâmetros para ser um post de blog (já que a página do Google+ não rendeu). Clique aqui para curtir, ou curta ali do lado.

Também fui a São Paulo semana passada, com o principal objetivo de visitar alguns lugares que servem chá por lá, e em bereve falarei deles aqui, numa série de textos que vai se misturar aos textos sobre os lugares que servem chá em Porto Alegre, já iniciados com o post anterior.

Espero que este próximo ano também seja bastante produtivo, apesar do pouco tempo que tem me restado para dedicar ao blog.

Rua Galvão Bueno, bairro da Liberdade, em São Paulo.

15 de maio de 2013

Onde servem chá: Clarita - Porto Alegre

Começando uma série de textos que tratam dos lugares para tomar um bom chá em Porto Alegre. A Clarita foi o primeiro lugar que eu visitei aqui que abençoadamente não serve chá de saquinho, mas sim os chás e infusões da The Gourmet Tea, que, embora não sejam os melhores do mercado, são infinitamente superiores a qualquer produto em saquinho nacional.


Funciona assim: a gente pede para o garçom a carta de chás e ele traz uns cartõezinhos com os sabores disponíveis, cada um explicando genericamente o que o chá (ou a infusão) é. Antigamente havia mais sabores disponíveis, neste fim de semana, quando eu fui lá, só havia quatro e nenhum me agradava, então nem pedi (estão talvez deixado de servir chá, o que seria uma pena).

Depois de feito o pedido, em alguns minutos nos trazem a xícara com o chá já preparado, tampada com um pires. As xícaras são largas, de porcelana fina, muito agradáveis de tomar.

China Jasmine tea

Já cheguei a tomar lá o "White bergamot", uma versão de earl grey tendo como base chá branco; também tomei o "Five elements balancing", que tem oolong como base e acabou sendo meu preferido, só que desapareceu da carta de chás antes de eu poder voltar e pedir novamente.

Das vezes que me serviram esses, as infusões vieram talvez um pouco fortes, mas ainda muito agradáveis e - o que mais me agradou - não estavam muito quentes, o que não sei se se deve ao controle de temperatura correto para cada chá, ou ao fato de fazerem com água não fervente indiscriminadamente para todos os chás - o que prejudicaria os que pedem água fervente.

Sanduíche Ibérico
Mais recentemente pedi um "China jasmine tea", que, pelo que diz a marca, tem jasmim como único ingrediente, apesar de não estar claro no que a marca divulga, é chá verde aromatizado com jasmim. Ok, parecia interessante, mas, como sabemos, qualquer bom chá pode ser estragado com o preparo errado e deve ter sido o que aconteceu. Esqueceram de trazer o pedido da minha mesa, só nos trouxeram quando lembramos o garçom, mais de 15 minutos depois, e pelo jeito que a bebida veio, acredito que todo este tempo o jasmim  chá estava em infusão: estava forte e amargo muito além do razoável; acabei deixando metade na xícara. (Chá, qualquer um que seja chá de verdade, da Camellia sinensis, tem taninos que vão amargando a bebida conforme vai ficando em infusão).

Fica  dica: se esquecerem sua infusão na água quente, peça outra. Chá não é para ser amargo e desagradável.

Chai latte
Também provei o Chai Latte deles, que é identificado como chá indiano com leite e especiarias. Não faço ideia dos ingredientes, mas é bastante agradável: cremoso, com presença marcante do leite e sabores sutis de canela e otras cositas más. Como nunca tomei outro chai, não sei se no mundo dos chais ele é bom, mas eu gostei bastante.

O ambiente lá é agradável, com boas opções de sanduíches, lanches e doces, além de ser também uma boulangerie (recomendo o pão australiano).


Para comprar chá há algumas opções da marca Dhilmah, que eu nem conhecia e parece ser promissora, importados do Sri Lanka (o antigo Ceilão, famoso por seus chás pretos) - ainda não comprei. Não estão vendendo mais as latinhas da The Gourmet Tea.

Clarita - Pães e delícias do mundo 
Onde: Rua Gen. João Telles, 237 - Porto Alegre - RS
www.claritadelicias.com.br



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