3 de maio de 2015

Tomando chá no aeroporto de Guarulhos

Starbucks e sua mesa coletiva
Então temos que ficar esperando no aeroporto por horas e queremos tomar chá, em Guarulhos onde podemos ir? Conheço dois lugares. O primeiro é o Starbucks, no terminal 2. Perdi a oportunidade de falar das experiências com chás no Starbucks em Lisboa, ano passado. Mas ali por Guarulhos a coisa é mais ou menos assim: não importa o tipo de chá que você peça (preto, verde ou chai), eles colocam um saquinho com chá de aparência muito boa (da marca própria deles, Tazo) em um copo descartável com quase meio litro de água fervendo e te dão. Você sai se queimando todo, esperando aquilo esfriar. Se não tiver a presença de espírito de abrir o copo e tirar o chá de lá depois de um tempinho (como é apropriado fazer), vai tomar um chá forte e amargo após esperar uns 15 minutos pra ele chegar numa temperatura tomável.

Copo do Starbucks com seu chá
O outro lugar para tomar chá é no terminal 3, onde fica o café Suplicy. É todo bonitão, com decoração preta e rosa, e com mesinhas agradáveis. Lá no Suplicy eles têm chás da marca Or Tea?, que são muito bons, com folhas inteiras em saquinhos decentes. Mas o serviço foi um tanto ruim quando lá estive. Você pede no caixa e eles vão preparar o chá e te chamam no balcão para pegar (estilo mesmo Starbucks, o que está ok). A atendente do caixa não estava por dentro do processo de pedidos de chá, ficou toda perdida, tive que ajudar e mostrar quais eram os chás e qual eu queria (falta de treinamento, hein). Depois eles me chamaram pra pegar o chá, passando a bandeja por cima de outras coisas; uma parte da água virou no processo, já que pegar uma bandeja com uma xícara cheia de água quente no ar não é assim tão fácil. O fato de virar um pouco de água é algo importante neste caso, já que servem o chá em uma xícara de café, que é bem menor do que os esperados 200ml de uma xícara de chá. Investimento em utensílios apropriados para quê, não é? (Aqui em Porto Alegre temos o Z Café na rua Padre Cacique, que serve os mesmo chás de uma maneira muito melhor - falarei deles em breve)


Daí você vê, têm um ambiente bacana, um nome famosinho, mas não estão muito preocupados com serviço que oferecem. Havia três funcionárias para atender no caixa, preparar os pedidos, entregá-los e cuidar da organização das mesas. Não me parece pouco até, mas falta de treinamento e de investimento no conhecimento dos colaboradores acerca do que eles servem foi visível.

Oferecer algo mais ou menos só porque é no aeroporto é a tendência 2015? Ter um empreendimento que só quer vender, não se importando com o bem servir daquilo que os clientes pedem é praticamente a mesma coisa que qualquer boteco faz (e olha que tem boteco que já evoluiu).

Tomar chá em xícara de café, quem quer?

(Texto baseado nas visitas ao aeroporto em agosto de 2014 e abril de 2015)

9 de abril de 2015

A importância do chá na Índia e os pesticidas que tomamos

Descobri um trabalho fantástico do Greenpeace, que relata todo um estudo com chás produzidos na Índia por grandes indústrias e o resultado alarmante da alta quantidade de veneno (pesticidas perigosos desaprovados para uso em chá) encontrada na maior parte das amostras. Há informações muito relevantes sobre a importância do mundo do chá naquele país, uma parte do texto eu traduzi aqui, já que são dados que me interessam e que são difíceis de achar:

"A indústria do chá na Índia tem mais de 175 anos, com área de cultivo próximo a 1 milhão de hectares. O chá é produzido em plantações nas regiões norte e sul, principalmente nos estados de Assam, West Bengal, Tamil Nadu e Kerala, com as áreas de maior intensidade ao norte somando cerca de 3/4 da produção nacional. Em torno de 26% da terra pertence a pequenos produtores, em plantações de menos de 25 acres.

A Índia é o segundo maior produtor de chá no mundo, só perdendo para a China, e o quarto maior exportador, atrás de Quênia, China e Sri Lanka. As exportações de chá contribuem para o positivo balanço comercial. Além disso, o cultivo de chá é fonte de receita para os governos dos estados cultivadores e para o governo central através dos impostos. O total de exportações durante 2011-12 somaram 214 milhões de quilos.

Em conjunto com a importância para a economia indiana que as exportações representam, a maioria do chá lá produzido é consumido internamente. Do total de 1.2 milhões de toneladas produzidas em 2013, perto de 80% foi para consumo dentro do país.

Estima-se que a indústria do chá emprega mais de um milhão de pessoas diretamente. Muitas dessas são mulheres. Mais de seis milhões de trabalhadores tiram seu sustento indiretamente do chá, através de atividades derivadas, aí incluindo o turismo."




Como não cheguei a ler todo o material fiquei sem saber das informações mais detalhadamente. Mas o resumo está logo no início:

"Uma investigação feita pelo Greenpeace indiano encontrou perigosos pesticidas na maioria das amostras de chás empacotados*  das principais marcas produzidas e consumidas na Índia. Metade das amostras continham pesticidas que são 'desaprovados' para áreas de cultivo de chá ou que excediam o limite recomendado"

Em outros trechos lemos que "Na Índia, as duas principais marcas - Hindustan Unilever Limited, subsidiária da multinacional Unilever, e Tata Global Beverages Limited - dividem mais de 50% do mercado".

"Aproximadamente 94% das amostras de chá continham resíduos detectáveis de pelo menos um dos 34 ingredientes ativos de pesticidas"

"Aproximadamente 60% das amostras continham resíduos de pelo menos um ingrediente ativo de pesticida acima dos Níveis Máximos de Resíduos definidos pela União Europeia, com 37% das amostras excedendo esses limites em mais de 50%."

Quem se interessar e quiser ler o material completo, está disponível em PDF neste link: http://www.greenpeace.org/india/Global/india/image/2014/cocktail/download/TroubleBrewing.pdf

Há muitas informações sobre os tipos de pesticidas, quantidades encontradas, como isso afeta os trabalhadores e a saúde dos consumidores, além de ser um material muito bem escrito e apresentado (se todos apresentassem pesquisas de um jeito interessante assim o mundo seria mais culto).

E daí a gente se pergunta o quanto de veneno consumimos nas coisas que comemos. Se há pesticidas nos chás que produzem na Índia, há veneno também nestes chás que eu tenho aqui na minha casa? E aí na sua casa? E no café? E no tomate? E na couve-flor? Meio que sabemos a resposta, mas tentamos esquecer, não é?



*"package tea", provavelmente são chás em saquinho e os vendidos no varejo em pacotes de folhas soltas


1 de abril de 2015

Tomando chá: Gunpowder

Gunpowder. Assim é conhecido um chá verde chinês que é enrolado em pequenas "bolinhas" desiguais, que juntas se assemelham a grãos de pólvora (gunpowder, em inglês). É um tipo muito conhecido por ser fácil de identificar e ter um sabor característico.

Dá um bebida encorpada, e com um leve sabor defumado. Há informações de que a quantidade de cafeína deste chá é maior que a maioria dos outros verdes (entre 35-40 mg por xícara)*, mas isso é bem relativo. Uma das recomendações é tomá-lo logo de manhã, pra dar uma boa acordada. É bom pra tomar gelado e combina muito com menta, daí ele ser geralmente usado para o Moroccan Mint, que é a mistura desses dois ingredientes pra dar uma bebida ao mesmo tempo vigorosa e refrescante.

Gunpowder da Chá Yê

Um gunpowder de boa qualidade é formado por essas "bolinhas" não tão redondas, pequenas e um tanto lustrosas. O fato de ser enrolado (quando bem enrolado) faz com que o sabor fique guardado nas folhas por mais tempo, também evitando desgaste e a quebra. Nem todo chá enrolado é gunpowder, porém; há outros que também são assim finalizados, embora cada um tenha uma cara diferente.

Originário da província chinesa de Zhejiang, é produzido em massa sem muito controle, daí haver muitos exemplos de gunpowder terríveis por aí (no livro Tea sommelier a autora, Gabriella Lombardi, diz que tal chá é de "qualidade geralmente medíocre") . Eu ao longo dos meses ano passado fui juntando alguns gunpowders em casa. Aqui falo um pouquinho deles.

Whittard - você vê que é uma marca tradicional inglesa, pensa que deve ser um bom chá e compra. Daí você abre a latinha e percebe que mais da metade do chá são folhas quebradas, dobradas e amassadas, as enroladas mesmo são poucas. Dá um chá com menos sabor que os outros, e aparentemente com mais cafeína.

Vis Vitalis - você vê um pacote numa loja de produtos naturais, pensa que é mais uma daquelas porcarias que no Brasil chamam de chá, mas vê que é produzido na China e dá uma chance, achando que vai falar mal em seguida. Daí você prova e acha até muito decente, apesar de as folhas virem com alguns galhos (e até uma pedrinha) e a maioria mal enroladas. O sabor defumado não é muito evidente, mas dá um chá encorpado e honesto. Imagino que ele seja mais facilmente encontrável e tem um preço mais baixo que os outros.

Chá Yê - você vê que é um chá feito pelo mestre Xu Yong Hui, e, apesar de não fazer ideia de quem ele seja, acredita que deve fazer um bom produto. E daí você estava certo: é um ótimo chá, com as folhas realmente enroladas (com alguns galhos no meio, é verdade), sabor defumado característico que fica macio na boca. Depois de infusas as folhas se desenrolam e ficam inteiras, ao contrário dos outros, que desenrolam para mostrar que realmente todas as folhas são quebradas e colhidas sem maior cuidado.

Ali em cima temos uma foto mostrando em detalhe o formato das folhas enroladas do chá da Chá Yê, e aqui embaixo seguem as folhas das outras duas marcas:

Gunpowder da Whittard

Gunpowder da Vis Vitalis
O da Vis Vitalis, portanto, é uma ótima opção para quem quer começar a tomar chá verde com personalidade, que dura bastante, podendo aproveitar os benefícios da bebida sem gastar muito. O da Chá Yê tem todos os pontos positivos e ainda é feito com esmero, artesanalmente, e tem uma riqueza de sabor maior (e provavelmente mais nutrientes, já que tem folhas maiores e mais bem cuidadas).


* Dados sobre cafeína desta página: http://theteaspot.com/gunpowder-green-tea.html


4 de agosto de 2014

Onde servem chá: Tea Connection - São Paulo (2014)

Estive em São Paulo e quis visitar somente as casas de chá que foram mais agradáveis de estar ano passado, o que se resumiu à Tea Connection e ao Bistrô Ó-Chá. Pois nesta primeira o negócio não foi tão bom assim desta vez, no que se refere aos chás. Então este post é mais para não recomendar a Tea Connection, infelizmente.


Já havia falado de alguns problemas notados ano passado, no que se refere ao preparo do chá na mesa, principalmente ao fato de o chá ser colocado no bule após a água (e assim ficar algumas folhas boiando, sem serem infusas). Pois agora é pior. Resolveram diminuir a quantidade de água no bule (antes dava para mais de três xícaras - o que era ruim pra quem está sozinho, aliás), só que o infusor não vai até o fundo, assim agora a água  mal toca nas folhas, só dá uma molhadinha por baixo, as de cima ficando completamente secas e fora d'água.

Ora, para fazer uma INFUSÃO, é necessário que as folhas estejam na água. Óbvio e fácil, mas tive que quase discutir com o atendente para que colocassem mais água no bule: ele ficava insistindo que assim ia ficar ótimo e que ia dar uma xícara e meia de chá (como quem diz "não é pouco, não"); mas minha preocupação não era a quantidade de chá que ia resultar, mas na água saborizada que ia ser, um chá fraco sem gosto.


Ok, colocaram então mais água (desta vez POR CIMA das folhas, meus parabéns!), mas com a função toda o chá ficou uma merda de qualquer forma (mas não tava fraco, pelo menos). O atendente também manifestou a preocupação de a água não ficar em contato com as folhas depois da primeira xícara ser servida (motivo pelo qual devem ter diminuído a água), como eu havia reclamado ano passado, e realmente com mais água no bule a segunda xícara fica amarga pois a infusão continua até mais chá ser servido.

Bom, se você tem uma casa de chá e não consegue achar um jeito decente de fazer um chá bom, algo está errado. Do jeito que está, está ruim. O ambiente é agradável, as comidas são interessantes, mas o "tea" não está com muita "connection".



Ah, e continuam com aquelas informações erradas na cardápio, identificando oolong como chá vermelho (why, god, why?), na mesma categoria do pu-erh. Será que é pra poupar espaço no cardápio ou não sabem a diferença?


Parece o típico lugar que entra na onda de algo hype só pra ser cool num bairro elegante, mas perde a mão no essencial. É uma rede de lojas de origem argentina, a propósito; imaginaria-se que algum know how de chás deveriam ter, e não apenas seriam um restaurante/lancheria/bistrô onde servem chás à la loca.

Claro que o público que vai está se lixando pro jeito tosco que servem o chá, qualquer coisa vão achar bom e bonitinho ("ai, tem uma ampulheta, então é gourmet"), ou, mais certo, não vão achar bom mas vão pensar que é assim mesmo, "chá é assim sem graça". E não estou dizendo que as pessoas são estúpidas, mas geralmente não sabem o que é um bom chá nem como se faz apropriadamente - uma boa casa de chá é para isso, por isso tem obrigação de servir da melhor forma.

Uns dias depois fui em um café na Consolação que servia chás da Tea Connection (outro post virá para ele). E eis que a forma deles servirem é bem mais efetiva e resulta melhor: te trazem uma xícara com água quente, uma ampulheta e um infusor tipo bola com o chá dentro: você faz a infusão e tira depois que ficar pronto. Mais fácil e melhor. E, claro, há sempre a opção básica de servir o chá já pronto - se você tiver quem faça bem feito e bem cuidado, claro.

Tea Connection
Onde: Alameda Lorena, 1271 - Jardim Paulista - São Paulo
http://www.teaconnection.com.br

15 de julho de 2014

Tomando chá preto Amaya

O Brasil não é reconhecido como um grande produtor de chá, o que se produz (principalmente no estado de São Paulo, mas até aqui no Rio Grande do Sul se planta a Camellia Sinensis) geralmente são chás de baixa qualidade, dos quais se faz um pó que é vendido em saquinhos de preço barato. Às vezes temos algumas excessões a este mercado que nivela por baixo, e o chá Amaya é uma dessas excessões.

Produzido na região de Registro, em São Paulo, o chá preto Amaya se destaca por ser um chá preto com sabor, aroma e personalidade, vendido em embalagens de 100 e 250 gramas com folhas soltas. Não são folhas inteiras, como a maioria dos chás de qualidade que são motivo deste blog, são assim cortadinhas, e isso denota que é um chá mais simples do que os artesanais superiores da China, por exemplo, mas que funciona bem para quem gosta de uma bebida encorpada, que vai direto ao ponto; o sabor e o corpo lembra um english breakfast, com notas mais tropicais.


Ele é o único chá brasileiro citado no livro "The New Tea Companion", da Jane Pettigrew, uma das maiores conhecedoras de chá (ela diz que a infusão tem sabor que remete a biscoitos de coco, o que eu realmente não identifiquei, mas, né, se ela achou...). E é o mesmo chá que, embalado por outra empresa, é vendido como Chá Tupi - somente com uma diferença no tamanho do corte da folha, no tupi os "grãos" são um pouco maiores (já havia falado superficialmente dele neste post). Como propriamente chá Amaya no momento ele é encontrável em São Paulo e no Mercado Municipal de São Paulo, me disse alguém da empresa. E parece que em breve terão no catálogo também um chá verde.

Cheguei ao melhor preparo usando 1 colher (chá) de folhas para 200ml de água por volta dos 85ºC  e deixando em infusão por 3 minutos (seguindo orientações do site - geralmente chá preto se faz com água quase fervente, mas, no caso, água mais quente deixa ele um pouco adstringente). É um bom chá para quem gosta de adicionar leite (eu tomava assim antigamente). E funciona muito bem como base de blends de chás quentes (como no post já citado) e gelados.

Mais informações: http://helioamaya.com.br


6 de julho de 2014

Receita: Muffins integrais de cacau e especiarias

Que tal muffins para o chá da manhã e também para o chá da tarde? Pois comprei umas forminhas de silicone e fui inventar uma receita de muffins integrais - queria fazer com frutas, mas não tinha nada apropriado em casa, daí em pensei: hummm especiarias! Tenho um vidro de cravo em pó há meses aqui sem quase ter sido usado, então era isso. E ficaram muito bons, realmente, úmidos e saborosos. Só não é tão bom o trabalho que dá lavar as forminhas depois.


Muffins integrais de cacau e especiarias

1 xícara de farinha de trigo integral
1 xícara de farinha de aveia
1 xícara de açúcar mascavo
2 ovos
Pouco menos de 1/2 xícara de óleo vegetal
1 xícara de leite
1 col (sobremesa) de fermento químico
3 col (sopa) de cacau em pó
1/2 col (chá) de cravo em pó
1/2 col (chá) de canela em pó
1/2 col (chá) de noz-moscada

É fácil: bata tudo de uma só vez. Coloque a massa nas forminhas quase até encher (ou encha se preferir aquele look de bolinho crescido pra fora) e leve ao forno por uns 45 minutos. Rende aproximadamente 14 bolinhos.


- Usei leite sem lactose e óleo de girassol.

- Não necessariamente precisam ser estas especiarias para a receita - por exemplo, cominho e pimenta da jamaica também combinam com essas coisas; noz-moscada não é necessária e a canela pode até ficar de lado - só acho que o cravo, sim, cai muito bem com o sabor e a textura que dá a farinha de aveia.



30 de junho de 2014

O vídeo de sucesso deste blog

Pois fui dar uma olhada nos vídeos que tenho no Youtube e de repente um susto: o vídeo que fiz sobre como preparar chá pu-erh tem mais de 50 mil visualizações! Levando em consideração que a versão em inglês do mesmo vídeo tem menos de 2 mil, fui dar uma olhada nas estatísticas e descobri o motivo: eis que Lucilia Diniz publicou meu vídeo no site dela, em um texto falando sobre chá vermelho para dieta (veja aqui).

Então tá, segue abaixo o vídeo para relembrar, que agora conta com uma observação, baseado no que me disse na época o João Campos, da Chá Yê: "Bons pu-erh podem ser colocados inteiros na água, mas vão levar pelo menos 2 infusões para se abrir completamente e liberar todo o sabor." Eu, particularmente, continuo recomendando a quebra do chá, quando for o caso, embora já ache desnecessário desmantelar ele tanto quanto faço no vídeo.


Pu-erh é um chá envelhecido (ou que passa por um processo que "imita" o envelhecimento). Embora seja comum que ele seja vendido prensado assim em diversos tamanhos, desde porções individuais até grandes bolos ou tijolos, há também as versões de folhas soltas. Saiba mais sobre este tipo de chá no texto Pu-erh - o chá envelhecido


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