6 de junho de 2012

Rooibos - A infusão vermelha

Entre os tantos chás que aqui pelo Brasil ainda são pouco conhecidos, está um que não é chá (já que não vem da Camellia Sinensis), mas sim uma bela infusão da planta sul-africana Aspalathus linearis. É o rooibos ("arbusto vermelho" em africâner), que virou sensação já há anos em alguns lugares da Europa e do Japão e vem conquistando adeptos. Ele não tem cafeína, o que faz com que seja ideal para tomar à noite, especialmente por ter um alegado poder relaxante (o qual não percebi, diga-se de passagem).

Além de ajudar a dormir melhor (como mesmo já disse Ed Motta), e ter os antioxidantes e os nutrientes dos chás, é muito saboroso, não contendo tanino (portanto, não fica amargo mesmo em tempos mais extensos de infusão). Estudos também já detectaram que ele pode diminuir o colesterol ruim - LDL - e aumentar o colesterol bom - HDL -, além de auxiliar no combate de outros fatores de risco ao coração e mil outros efeitos benéficos sobre os quais, assim como os dos chás, eu ainda não me aprofundei.

Arbustos de rooibos. Foto do site bushmanskloof.co.za
O rooibos (que também pode ser chamado de red bush, "chá" vermelho ou rooitea) é produzido somente em uma região da África do Sul, ao norte da Cidade do Cabo. As etapas de produção incluem a colheita - manual ou através de máquinas próprias para a tarefa -, que acontece no verão, entre janeiro e abril. Geralmente são colhidos dois terços do arbusto (tudo o que estiver 50cm acima do solo), que são levados para secagem e corte em máquinas (são cortados uniformemente em tamanhos que variam de 2 a 6mm). As folhas e galhos já cortados sofrem processo de atrito que acelera a oxidação enzimática, que lhes proporciona a cor avermelhada característica, e são então secos à luz do sol forte africano.


Rooibos pronto para a infusão. Foto do site orientalteahouse.com.au

O rooibos é comumente associado ao honeybush, outro arbusto sul-africano que resulta em uma infusão similar em todos os aspectos, sendo este mais adocicado que aquele.

Existe também a versão verde do rooibos, que tem, alguns dizem, mais nutrientes que a versão vermelha, mas, por passar por processo distinto e mais complicado, custa mais e não é tão popular.

Meu próximo post da série "Tomando chá" vai ser sobre um blend fantástico de rooibos com alguns outros elementos de sabor marcante.

2 comentários:

  1. Que interessante, não sabia de nada disso.

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  2. Gosto bastante do rooibos e acho ele muito versátil. Quando combinado com cacau, baunilha, pimenta, canela ou cravo, acho muito aconchegante e ótimo para beber quente. Já quando combinado com erva cidreira, limão, frutas cítricas, se torna extremamente refrescante. :)

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