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25 de janeiro de 2017

Provando: Amazonia Coco + Chá branco

Encontrei numa loja essa bebida da marca Amazonia, que se diz água de coco com chá branco. Peguei assim, porque queria tomar alguma coisa, na surpresa, sem ler a embalagem nem nada.



Na hora de tomar fui ler, então assim: o primeiro ingrediente é água. Só água mesmo. Por lei, os ingredientes têm que vir em ordem de quantidade, portando o que mais tem na bebida esta é água. Água normal.

Segundo e terceiro ingredientes: água de coco e chá branco. Hum, ok. O que vem a seguir? Sabores adicionados de água de coco e chá branco; aromas concentrados. Muito engraçado. Não tem a quantidade - e a qualidade - suficiente dos ingredientes originais pra dar gosto, eles botam um gosto que veio de laboratório.

Como não sabemos a porcentagem das coisas, não te duvido que tenha, digamos, 70% de água e o restante é que são os ingredientes do marketing e mais os gostos artificiais. Não sei, só imagino.



E o sabor, é bom? Olha, muito bom não é, mas também não é muito ruim. Uma coisa assim média, que nem a desculpa de ter nutrientes do coco e do chá tem, porque devem estar em quantidade pequena. Realmente, não vale a pena.

E tem açúcar também. Pelo menos, lhes digo, o açúcar não é um dos principais ingredientes. Muita coisa se vende por aí como "água de coco" que é uma água com açúcar sabor coco. Aqui este problema não temos, apesar ainda da sua presença.

Você veja que na imagem esta que eles divulgam (lá em cima do post), diz que é sem açúcar. Não percebi se a embalagem que eu comprei vinha dizendo isso (agora já botei fora), acredito que não, pois tem açúcar. Então parece que eles têm uma nova versão que é sem açúcar.


24 de novembro de 2016

Chaleira elétrica Arno Gaúcha

Eu usava uma chaleira elétrica com controle de temperatura da Philips, a HD 4631, comprada no Uruguai, era de fabricação argentina e pensada para quem fosse fazer chimarrão (na caixa, inclusive, havia uma foto de uma cuia de "mate") - isso porque a temperatura ideal para a água do chimarrão é em torno dos 75ºC, como já falei aqui no blog.

Essa HD 4631 é bonita, robusta, faz um trabalho ótimo e tem 3 temperaturas: uns 75ºC, uns 90ºC e 100ºC. Recomendo.

Ela estragou depois de mais de 3 anos de uso, e, como não iria ao Uruguai só pra comprar uma, me dediquei à tarefa mais complicada: encontrar uma chaleira elétrica com controle de temperatura no Brasil (isso e um moedor de grão de café decente são artigos raros por aqui). A única que achei, com tamanho bom e valor comprável, foi uma da Arno, chamada de Gauchá (risos).

Pois sim, com este nome, novamente ele é um produto voltado a quem quer fazer chimarrão - e chá, suponho. No manual diz que ela deveria ter também três temperaturas: 75ºC, 85°C e 100ºC.

No entanto, já achamos algo que não está certo quando vemos a caixa. Na verdade, ela não se chama Gauchá, como está em todo lugar na internet, inclusive nas fotos. Ela vem com o acento em outro lugar e se chama Gaúcha.


Tudo bem, eliminaram o trocadilho. Só que a problemática toda é o controle de temperatura dela. Não é bom. Fiz as medições de temperatura e temos assim: na posição inicial do botão ela aquece a água a 85ºC; na posição do meio não faz nenhuma diferença, porque fica sempre igual à inicial; e na posição final ela ferve.

Então temos um produto que promete três, dá dois e ainda com a temperatura errada. Vejam que a temperatura ultrapassa o ideal para o chimarrão, assim sendo irônico que ela se chame "gaúcha" mesmo.

Não recomendo. Infelizmente o valor dela não é dos mais baixos (custou R$ 148,00 na Ricardo Eletro, lugar com preço mais barato, nos outros sites era mais de R$ 170,00), e não me liguei no defeito das temperaturas até um tempo depois de comprada (não estava fazendo chás com ela, porque ela fica no meu trabalho).

Com o nome Gauchá, como estava nos sites de vendas todos quando comprei
Enfim, dá pra usar, mas naquelas. Esses dias inclusive li um texto sobre como muitas coisas no Brasil são assim: ah, dá pra usar, não é tão bom, mas vamos levando.

Veja o que diz no manual:



21 de novembro de 2016

Provando chás verdes Yamamotoyama

Estou eu aqui com alguns chás Yamamotoyama para escrever a respeito há um tempo, e nunca me arranjava tempo e disposição para provar, anotar, testar, fotografar. Eis que a disposição chega e então vamos à luta.

A Yamamotoyama do Brasil é uma empresa brasileira, com cultivo dos chás no interior de São Paulo, assim como outras marcas das quais já falei aqui (Amaya e Obaatian). Até pouco tempo, era a única que produzia chá verde decente em solo brasileiro, agora a Amaya está se propondo a isso também - embora a maior experiência, técnica e variedade de tipos ainda deixem a Yamamotoyama  bem na frente.


O site deles é bem bom em explicações, você pode visitar lá e saber que "em 1970, foi fundada em Tapiraí, Estado de São Paulo, a empresa Green Tea, predecessora da Yamamotoyama do Brasil", entre outros detalhes da empresa.

Eles me enviaram três tipos de chás para eu provar, logo abaixo falo sobre cada um deles. São todos verdes - eles só produzem chá verde e um chá branco. As instruções de preparo são as mesmas para todos, e são um pouco confusas (pedem para colocar as folhas em uma chaleira - o que pode parecer que é pra fazer cocção e não infusão - e depois despejar "a água fervida", mas não disseram pra ferver a água) mas, enfim, imaginei o que eles estava querendo dizer e preparei todos do mesmo jeito: utilizei em torno de dois gramas de chá para uma xícara de 210 ml, o que dá uma colher de chá bem cheia de folhas, ou duas rasas; coloquei água quente, em uma temperatura de aproximadamente 80ºC, e deixei por dois minutos (água boa para chá verde é entre 80ºC e 85°C, geralmente; é só desligar quando começar a querer se formar borbulhas grandes no funda da chaleira, ou deixar ferver e aguardar uns dois a três minutos antes de colocar no chá). Nestes chás o tempo e a temperatura são importantes, pois amargam fácil, é bom se ligar se não quiser ficar com uma infusão ruim na sua xícara. O resultado temos a seguir:



- Guenmaicha - é o tradicional chá japonês com arroz torrado (foto mais abaixo). Uma diferença deste chá Yamamotoyama é que os outros guenmaichas que eu conheço vêm com os grãos de arroz no estilo "flocos", alguns até com os flocos estourados como pipocas (veja aqui um exemplo), e este aqui vem com o que parece mesmo arroz cru torrado. É bom, suave, com o característico sabor tostado do arroz, e o chá sem ser amargo, dando uma infusão verde claro - neste caso, é uma mistura muito acertada de sencha com bancha, resultando numa bebida leve mas marcante. Guenmaicha acho uma boa opção para acompanhar uma refeição ou pra dar aquela esquentada num dia frio. Diz no site deles que contém matcha também (o que explica o pozinho verde que cobre as folhas e a cor mais viva da infusão), não sei por que não está escrito isso grande na embalagem, pois é algo que chama a atenção do público, mas para o sabor não faz muita diferença (já havia provado um guenmaicha do Japão mesmo com matcha, e o sabor é parecido demais com o sem matcha).

Nota do Chato dos Chás: 4 de 5 (sabor marcante e leve, sem amargar)

- Bancha torrado - Segundo eles, "é o bancha passado pela máquina de torrefação depois de pronto". Gosto bastante, tem um sabor marcante, que parece alguns oolongs mais oxidados que já provei (especialmente o Butterfly), não é pesado e, diz a marca, tem pouca cafeína. A cor da infusão é um marrom claro bem transparente. As folhas são amarronzadas também, com aroma forte de tosta. Ele amarga com facilidade, então se deixar um pouco além do tempo já fica com uma bebida menos agradável (se ficar um pozinho no fundo depois de coado, pode crer que o final da xícara estará com amargor).

Quero aqui fazer uma observação: na embalagem deste Bancha, ele tem a identificação "chá verde torrado", o que leva pessoas a crerem que banchá é chá verde torrado, mas não é; banchá é um tipo de chá verde, como já falei num post aqui. Neste caso, ele é torrado, e a mesma marca tem um outro banchá que não é torrado. Mais claro seria que a identificação na caixa fosse mesmo Bancha Torrado.

Nota do Chato dos Chás: 3,5 de 5 (porque amarga fácil, acaba ficando uma bebiba menos boa no final da xícara, onde está o pozinho  que passou do coador)

Atualização: fui alertado nos comentários sobre o fato de as embalagens trazerem os nomes dos chás em japonês, e a do banchá dizer "houjicha", que é exatamente um chá verde torrado (geralmente bancha mesmo).

- Orgânico - É o que eu mais tomei, porque gosto da proposta deles de fazer um chá orgânico e queria alguma possibilidade de gostar dele porque estava difícil. Segundo a marca, o chá está "na sua forma natural, sem efetuar processos como seleção e processos industriais", daí não acho que vale a pena, já que o que dá o sabor e a característica de cada chá é o modo como é selecionado e processado (além do modo como foi cultivado), se você só vai colher e vender, é como tomar o chá que sua vizinha hippie plantou na hortinha da sacada e não vai ficar legal - pode ser até uma proposta linda, mas não é assim que funciona um bom chá (e estou falando de chá de Cammelia Sinensis, não de infusão de ervas, que daí pode sim funcionar o "colher e ferver"). Pois não ficou legal mesmo. É o chá com menos sabor e menos profundidade sensorial: ou você faz e ele fica quase sem gosto ou ele fica amargo demais (demais!). Se deixar um pouco mais que dois minutos, ou se colocar água muito quente ou se ficar um pozinho no fundo depois de coado (sempre fica), pode crer que a bebida vai ficar muito amarga e desagradável. Aqui eu lembro: chá verde não tem que ser amargo e desagradável!

Nota do Chato dos Chás: 1 de 5 (porque não adianta ter uma proposta boa - e não digo que ser não-selecionado e não processado é bom, mas sim ser orgânico -, tem que ser um bom chá)



Eles produzem alguns chás de provável maior qualidade, como o sencha e o sincha, estes ainda não provei. Já havia tomado muito antigamente o chá verde mais comum deles, que vendem em pacotes de plástico em vários lugares, e ele era bem bom na época que tomei (falei um pouco dele em um post sobre amostras).

Para saber onde comprar chás Yamamotoyama, visite o site deles, lá tem uma página para indicar locais de venda (em Porto Alegre, o verde simples do saco plástico se acha com alguma facilidade no Mercado Público).

Site da marca: http://www.yamamotoyama.com.br


24 de setembro de 2015

Provando chás da Infusorina

Coisa boa é que o mundo dos chás está se expandindo no Brasil. Temos novas casas, novos produtos, novas marcas e muito conhecimento sendo compartilhado. Uma dessas novas marcas é a Infusorina (www.infusorina.com.br), comandada pela sommelière Renata Acácia há cerca de um ano. Ela tem instigantes blends próprios; dois desses blends eu provei e falo agora deles:


Bem-me-quer - Minha inicial admiração aqui vai para o ótimo chá preto nacional que compõe a base do blend: é o Shimada, produzido na cidade de Registro, em São Paulo. É um chá macio, redondo, com bom corpo, muito gostoso de tomar. Junta-se a ele rosa mosqueta, amaranto e hibisco. Tive um pouco de dificuldade inicial de sentir o sabor dos outros ingredientes, só consegui quando fiz com água em temperatura mais alta do que a recomendada (recomenda 80°C, fiz com 90°C), daí principalmente a rosa aparece no paladar, o que deixa ele ainda melhor - mas isso também vai depender da quantidade de pétalas que você pegar pra fazer a infusão.




Amaranto - Aqui temos um chá verde como base, juntando jasmim, amaranto, lavanda e maçã. Geralmente tenho algumas ressalvas a chá verde com jasmim, mas este compõe muito bem com os outros ingredientes, especialmente a lavanda, que dá uma profundidade super interessante ao sabor, além de um aroma convidativo. É bacana poder tirar o chá do pacote e olhar para ele, para ver todos as flores e outros elementos envolvidos no blend.

Só senti falta nas embalagens da descrição de todos os ingredientes dos blends. No Bem-me-quer falta dizer que tem hibisco, e no Amaranto falta dizer que tem maçã. A propósito, as embalagens são muito bonitas:


Fiz algumas perguntas à Renata para escrever o post e acho que as duas últimas respostas dela são importantes estarem aqui por inteiro:

Qual está sendo o maior desafio de trabalhar com chá no Brasil?
Materia prima necessária. Sinto muita dificuldade de encontrar flores, especiarias, chás de folha inteira (naturalmente, afinal, não são produzidos aqui). Ainda mais nesse momento em que o dolar não ajuda. Mesmo que eu use toda a experiencia e, por que não, contatos no comércio internacional, a dificuldade a nível Brasil é ainda muito grande.
Imaginei que a falta de "cultura" do chá fosse um empecilho, mas percebo a cada dia que as pessoas estão muito abertas ao novo e ao que faz bem.

E qual a maior satisfação de trabalhar com chá no Brasil?
Eu tenho alguns amores e, o Brasil é um deles. Morei em quatro estados e sou completamente apaixonada por pessoas. Gosto dessa troca de informações e compartilhamento e me sinto muito realizada em estar com a Infusorina em um momento diferente do nosso país, momento da geração de valor, de mudanças políticas, de mudanças de valores e de negócios. O chá tem sido um boom e participar disso ativamente é gratificante, receber mensagens, ligações e depoimentos passam muita força e determinação. Então, consigo resumir que: desenvolver juntamente a todos que apreciam a cultura do chá, e difundir a mesma aqui, no nosso país é gratificante por si só. 

Os chás são vendidos pelo site, onde também é possível comprar os chás brasileiros Amaya (que já foram tema de um post, com seu chá preto) e o Shimada: www.infusorina.com.br


15 de julho de 2014

Tomando chá preto Amaya

O Brasil não é reconhecido como um grande produtor de chá, o que se produz (principalmente no estado de São Paulo, mas até aqui no Rio Grande do Sul se planta a Camellia Sinensis) geralmente são chás de baixa qualidade, dos quais se faz um pó que é vendido em saquinhos de preço barato. Às vezes temos algumas excessões a este mercado que nivela por baixo, e o chá Amaya é uma dessas excessões.

Produzido na região de Registro, em São Paulo, o chá preto Amaya se destaca por ser um chá preto com sabor, aroma e personalidade, vendido em embalagens de 100 e 250 gramas com folhas soltas. Não são folhas inteiras, como a maioria dos chás de qualidade que são motivo deste blog, são assim cortadinhas, e isso denota que é um chá mais simples do que os artesanais superiores da China, por exemplo, mas que funciona bem para quem gosta de uma bebida encorpada, que vai direto ao ponto; o sabor e o corpo lembra um english breakfast, com notas mais tropicais.


Ele é o único chá brasileiro citado no livro "The New Tea Companion", da Jane Pettigrew, uma das maiores conhecedoras de chá (ela diz que a infusão tem sabor que remete a biscoitos de coco, o que eu realmente não identifiquei, mas, né, se ela achou...). E é o mesmo chá que, embalado por outra empresa, é vendido como Chá Tupi - somente com uma diferença no tamanho do corte da folha, no tupi os "grãos" são um pouco maiores (já havia falado superficialmente dele neste post). Como propriamente chá Amaya no momento ele é encontrável em São Paulo e no Mercado Municipal de São Paulo, me disse alguém da empresa. E parece que em breve terão no catálogo também um chá verde.

Cheguei ao melhor preparo usando 1 colher (chá) de folhas para 200ml de água por volta dos 85ºC  e deixando em infusão por 3 minutos (seguindo orientações do site - geralmente chá preto se faz com água quase fervente, mas, no caso, água mais quente deixa ele um pouco adstringente). É um bom chá para quem gosta de adicionar leite (eu tomava assim antigamente). E funciona muito bem como base de blends de chás quentes (como no post já citado) e gelados.

Mais informações: http://helioamaya.com.br


14 de abril de 2013

Perpétua roxa e calêndula: infusões diferentes


Daí, em um dia vagando pelo Ebay, me deparei com alguém vendendo flores secas para fazer infusão. Logo pensei que seria uma boa ideia experimentar novos sabores e cores e comprei dois pacotes. Isso foi há uns 10 meses, e os pacotes continuam aqui bem cheios.

As flores compradas foram a Gromphrena Globosa e a Potmarigold Calendula (Calendula officinalis) que, em bom português, seriam a perpétua roxa e a calêndula, flores muito bonitas e que resultam em infusões de cores fortes e altamente decorativas - mas nada palatáveis.


Se forem procurar na internet os benefícios das infusões dessas flores, vão encontrar coisas incríveis - assim como em todas as outras plantas e flores, se fala em muitos benefícios reunidos em apenas uma xícara de infusão. 

Tirando essa parte de benefícios, que não é o foco aqui do blog, o fator sabor é um terror: enjoativo, adstringente, com gosto de flor (há!). Uns meses depois, quando comprei um pacote de pólen para provar (porque, segundo vi no Globo Repórter, pólen agrega muitos benefícios), identifiquei o gosto dele com o dessas infusões - e, assim, o pólen também continua ali ainda hoje, ignorado, porque não consegui adicioná-lo à rotina alimentar por ter esse gosto ruim de flor.


Então, se você procura algo com muitos benefícios saudáveis para seu corpo, recomendo procurar qualquer outra planta (afinal, parece que os benefícios maravilhosos estão em todas), inclusive chás de verdade, aqueles que vêm da Camellia Sinensis (dos bons de que eu falo aqui, que realmente têm nutrientes, não porcarias). 

Para verificar alguns chás que já foram postados aqui no blog, procure nas palavras-chave ("marcadores") à direita, no histórico ou faça uma busca. E fuja da perpétua roxa!


29 de março de 2013

Tomando chá: Banchá

Banchá é um dos muitos conceitos cujo significado se adultera aqui pelo Brasil. Se encontra de tudo, desde gente dizendo que banchá é chá verde torrado (pode ser torrado, mas não quer dizer que este é o significado) até quem diga que ele é melhor que chá verde - opa! mas banchá é chá verde!

Banchá é, simplesmente, um chá verde japonês de nível baixo na tabela de qualidade. Temos três tipos principais de chá verde no Japão: gyokuro, sencha e bancha. O banchá lá se origina das folhas que não foram colhidas na primeira colheita do sencha - são as segundas e terceiras colheitas dos pés de chá, geralmente feitas no verão e no outono (o melhor chá é colhido na primavera), portanto são folhas de segunda mão, de qualidade mais baixa, geralmente folhas mais velhas, mais duras, com alguns galhos.

Já o que se produz no Brasil geralmente é bancha desde a primeira colheita, porque os pés das plantas não são preparados qualitativamente para gerarem sencha.


Isso não significa que seja exatamente ruim. Tem gente que gosta mais dele porque tem um sabor mais robusto - e é mais barato. No Japão é tomado muito em várias ocasiões, como o cafezinho aqui pelo Brasil.

Pois resolvi comprar o banchá lá da Loja do chá para experimentar. Não sei porque eu fiz isso, na verdade. Acabei não simpatizando muito com o chá, até porque já me acostumei com chás mais complexos e sutis - e ele vai direto ao ponto, é mais bruto, um pouco mais adstringente do que chás verdes de grande qualidade e deixa um sabor residual que me incomoda; por vezes me lembra chimarrão, inclusive.



Dizem que o nível de cafeína é baixo; não sei se é correto isso, mas até acredito, pois beber sencha me dá um "barato" que o banchá acabou não dando.

Não comprarei novamente, mas não achei de todo mau, por vezes ele cai muito bem, principalmente se você vai comer algo junto.

Lembrando que este banchá, especificamente, é um de muito boa qualidade dentro do seu nível. Outros que há por aí (especialmente em supermercados e "lojas naturais") são extremamente ruins porque são só um pouco melhores que lixo.

Algumas folhas depois de passarem pela infusão
O que: Banchá
De quem: Loja do chá / Porto Alegre
Para comprar: http://www.lojadocha.com.br
Infusão: várias folhas em 220ml por 2 minutos. É dificil medir 3 gramas (a medida usual)  se você não tem balança e as folhas não cabem numa colher de chá, então vou por cálculo: fazendo no bule, tento cobrir o fundo dele com as folhas espalhadas.

14 de janeiro de 2013

Tomando chá: Bai MuDan

O Bai MuDan (que tem nome de flor, "Peônia Branca") é um dos chás brancos mais famosos. Comprei ele da marca Teavivre, que eu descobri por acaso e logo gostei: dá para importar chás pelo site direto da China, com valor de frete bem baixo (com o inconveniente de demorar em torno de 45 dias ou mais para chegar).



Escolhi este chá porque ele é famoso e era recém colhido do Monte Taimu, logo no início de abril. Na época eu não havia provado nenhum chá branco e achei uma boa ideia. (saiba o que é chá branco aqui)

Acontece que acabou de eu não me identificar com os chás brancos. Nada contra, só eu pessoalmente não gosto dos que eu já provei. Mas especialmente este é super bonito, de olhar dá pra ver que tem uma qualidade sensacional, com seus brotos cobertos de penugem e folhas características, mas não me agrada o sabor vegetal demais dele, parece sempre que estou tomando infusão de um punhado de marias-sem-vergonha.

Se deixar em infusão por mais de 1 minuto, ou se colocar um pouco mais de folhas (não dá pra medir com colher, então tem que ir no olhômetro, já que não tenho balança ainda) acaba ficando forte demais. Para ficar agradável, tem que ser bem leve, mas daí é leve demais pra mim. Tentei de todas as formas, acho interessante tomar às vezes (e é bem digestivo, chega a me dar fome se não tiver comido algo), mas não me agrada o paladar, realmente.




O que: Bai MuDan / Chá branco
De quem: Teavivre / China
Para comprar: http://www.teavivre.com
1ª infusão: em torno de 3 gramas em 220ml por 1 minuto. Dá para fazer uma segunda infusão, mas realmente não tenho feito (até pq ele oxida muito rápido e o sabor das folhas se degrada).



10 de dezembro de 2012

Provando infusões: ervas e especiarias Dr. Oetker


Depois de experimentar algumas infusões com frutas agora chega a hora dessas infusões de ervas e outras coisas mais da Dr. Oetker. O melhor delas é que pode-se tomar sem açúcar - não se valem de nenhum ingrediente de mau sabor para dar cor e consistência.


Melissa e flor de laranjeira - a melissa se destaca e um sabor laranjal suave fica bastante tempo na boca. Não é o tipo que eu prefiro mas é interessante pra quem gosta de infusão de ervas de sabor um pouco mais complexo. Ingredientes: melissa, capim-cidreira, chá preto, laranja-doce e aromatizante. Nota: 3,5/6

Menta e chocolate - a menta é bem balanceada, não toma todo o sabor pra si, deixando espaço para algo que de longe lembra chocolate - mas mesmo não sendo exatamente chocolatício é equilibrado e combina bem. Ingredientes: menta, mate tostado, beterraba e aromatizante. Nota: 4,5/6

Quentão - Erva-doce e especiarias - uma combinação interessante de ingredientes, mais encorpada do que normalmente são as infusões em saquinho. O aroma remete à noz-moscada, e no sabor temos principalmente canela e erva-doce e podemos sentir um toque de todos os ingredientes principais, cada um com seu espaço - o que foi uma boa surpresa. Ingredientes: erva-doce, canela-do-ceilão, erva-doce nacional, gengibre, cravo-da-índia e noz moscada. Nota: 4,5/6

Olhando estes ingredientes fui pesquisar e aprendi que há dois tipos do que chamam erva-doce: um que na verdade é anis, e a erva-doce (nacional) que é funcho.

Interessante notar que os dois primeiros têm cafeína (do chá preto e do mate, respectivamente) e o terceiro (Quentão) é o único deles que não tem aromatizante.

Onde comprar: encontra-se estas infusões em supermercados (nos grandes, principalmente). Pelo que eu vi, custam entre R$ 7,00 e R$ 8,00 cada caixinha com 15 saquinhos.

Gosto de ver o que há dentro dos sachês para ver como é o que eu estou tomando e eis aqui uma imagem de cada uma mostrando seu interior:

Infusão Melissa e flor de laranjeira
Infusão Menta e chocolate
Infusão Erva-doce e especiarias (Quentão)

As notas levam em consideração experiências com produtos em sachês, não tendo o mesmo valor de notas dadas para amostras de chás de folha solta (o que é outra coisa).

Os produtos provados foram enviados pela empresa Dr. Oetker.


4 de dezembro de 2012

Oolong em sachê Butterfly

O chá chinês mais fácil de encontrar aqui em Porto Alegre é este oolong em saquinho, da marca Fujian Tea (selo Butterfly); ele está em várias casas de produtos orientais e lojas de importados. Pois comprei não dando muita bola pra ele, lá no Armazém dos Importados, e acabei achando muito satisfatório.

Primeiro oolong em sachê que eu provo (não sabe o que é oolong? aprenda aqui) e não me desapontei: tem aroma e sabor que lembram oolong, sim, com notas tostadas bem pronunciadas, me recorda o Rou gui, embora seja bem mais simples.

Acho bom de preparar com água entre 85° e 90° C, deixando entre dois minutos e meio e três minutos. Assim ele fica com sabor bem presente, como eu gosto - e com retrogosto longo e de leve amargor, que não é desagradável. Ele se parece com café; não sei o teor de cafeína, mas o corpo e a cor da infusão pronta lembram café passado.


Algo estranho acontecia às vezes quando eu tomava este chá: meus lábios ficavam com um discreto formigamento. Não sei o que acontece. Da primeira vez que bebi uma parte da pele do meu lábio superior descolou até. Achei que era por causa da temperatura alta, e pode até ser, mas isso não explica o formigamento intenso naquele dia (parecia que minha boca ia inchar e cair no chão). Nas outras vezes o formigamento diminuiu, e agora já não aparece mais. Pensei em alergia, mas a composição é só chá, não teria porque este me dar alergia e os outros não, acredito. De qualquer forma, tenho evitado tomar mais de uma xícara no mesmo dia.

A caixa dele custou R$ 4,90, com 20 sachês de 2g cada.


23 de novembro de 2012

Tomando chá: Matiana / Talchá

Comprei este chá com nome estranho, Matiana, porque nunca havia experimentado essa combinação: chá verde e maçã. Pareceu interessante - e é. O aroma e o sabor têm muito da maçã, é bom para quem está começando a tomar chá e não quer ir tomando os chás puros. De corpo leve, lembra bala de maçã verde, é doce e agradável.


O chá verde vem do Nepal vem da China (a informação estava/está errada no site, o que leva-se a desconfiar das outras informações também), cultivado, segundo a Talchá, "em altitudes de aproximadamente 2.000 metros e contém altos níveis de antioxidantes"; no entanto, como é leve e discreto, no sabor ele tem pouca participação, aparecendo mais no curto retrogosto. Isso quer dizer basicamente que: o blend tem quase que somente gosto de maçã, o que é ponto positivo para alguns e negativo para outros. Para quem gosta mais do sabor próprio do chá, como eu, este não fica entre os preferidos (embora este chá puro deva ser uma beleza), mas é uma bebida com espírito alegre e combina bem com o verão.

As folhas são de um verde escuro e não são uniformes: temos algumas inteiras, algumas quebradas em pedaços grandes e muitos pedaços bem pequenos. São acompanhadas desses belos pedaços de maçã desidratada e ainda de alguns galhos (pelo menos um galho grande veio no meu pacote, além de alguns pequenos). A infusão resultante fica dessa tonalidade de verde claro e transparente.



O que: Matiana / Chá verde e maçã
De quem: Talchá / São Paulo
Para comprar: www.talcha.com.br
1ª infusão: 1 col. (chá) em 1 xícara (220ml) por 2 minutos aos 85° C, aumentando 30s para uma nova infusão.


12 de novembro de 2012

Tomando chá: Rum / Talchá

Chá preto com sabor de rum? Pois pensei logo que eu iria gostar e encomendei da Talchá. O blend, segundo o site, é com chá preto do Ceilão (Sri Lanka), pétalas de girassol e aromas naturais.


Pois então, o aroma, quando abri a embalagem, de imediato me remeteu ao bombom de passas ao rum da Garoto (creio que não mais existe). O sabor da infusão também me remetia bastante a esse bombom, até que acabei percebendo o que é mais sutil: o sabor mesmo do rum. Não é um sabor proeminente que faça as pessoas identificarem de primeira o que é, mas está lá, deixando a lembrança de rum dourado, como o Montilla Carta Ouro, com um leve amadeirado.

E também é adocicado (muito bom não ser amargo, já que remete a bebida destilada) e bastante floral, até porque tem as pétalas de girassol; e por vezes, no aftertaste, me lembra milho verde de forma sutil, mas posso ter enlouquecido.



Preparo com água entre 95° e 98° C, por 3 minutos. Podendo fazer uma segunda infusão usando água na mesma temperatura por 4 minutos. Nesta segunda infusão com as mesmas folhas ele fica ainda mais floral, ganhando mais destaque para o girassol.

O que: Rum / Chá preto
De quem: Talchá / São Paulo
Para comprar: www.talcha.com.br
1ª infusão: 1 col. (chá) em 1 xícara (220ml) por 3 minutos aos 98° C, aumentando 1 minuto para uma nova infusão.

17 de outubro de 2012

Provando infusões de frutas Dr. Oetker

Recebi da Dr. Oetker três infusões de frutas para provar, eis aqui algumas impressões sobre elas. 

(Antes de tudo, só para esclarecer, sensação de adstringência é quando sua boca fica "repuxada" ao beber ou comer algo, como quando você morde um limão.)


Não gosto, em princípio, de algo que é para ser uma coisa e tem sabor de outra coisa, e também não gosto de ser obrigado a adoçar nada, mas, sim, concordo que essas infusões são "para adoçar" e, por isso, não sou seu público-alvo - e não as recomendo.

Maçã e canela - Aroma sensacional de - oh! - maçã e canela, faz lembrar apfelstrudel, tanto dos sachês quanto da infusão já preparada. A cor da infusão é vermelha e, embora isso não fosse o esperado - já que eu imaginava algo mais puxado para o marrom - é uma cor que lembra a casca da maçã, então ok. No entanto, o sabor da bebida não adoçada não corresponde ao aroma: adstringente e cítrica, lembra hibisco demais e tem só um fundo que traz notas de maçã cozida (não bom). No entanto, ao adoçar (o que nunca faço, mas quis experimentar) o sabor muda bastante, a adstringência cai e podemos sim perceber a maçã; uma maçã vermelha com casca, parece. Acaba sendo um tanto agradável, mas ainda com um pouco de adstringência. Ingredientes: maçã, canela-do-ceilão, hibisco, laranja-doce, camomila, rosa silvestre, chicória, aromatizante e acidulante ácido cítrico. Nota: 1,5/6

Morango silvestre - O aroma lembra bastante biscoito recheado de morango - aquilo que você sabe que não é morango de verdade, mas identifica como tal. A infusão pronta é bem adstringente, sendo tomada pelo hibisco (sempre ele!), não deixando o sabor de morango prevalecer. Ao ser adoçado, o sabor de morango ganha forma, mas fica lado a lado com a adstringência, que deixa a boca toda constrita (não é uma sensação que eu goste). Ingredientes: maçã, hibisco, laranja-doce, chicória, rosa silvestre, morango, aromatizantes. Nota: 1/6

Frutas do bosque - O aroma do sachê não me é definível, mas me lembra frutas vermelhas, ou roxas (que é o que parece se tratar, pela cor da embalagem e ingredientes). O aroma da infusão preparada já puxa para gelatina de uva - o que não é tão agradável, fica parecendo artificial demais. A cor da infusão, que esperava-se fosse arroxeada, é também avermelhada (hey, hibisco!). O sabor acaba também caindo demais para o lado do hibisco, sendo muito adstringente e levemente lembrando framboesa (ou morango). Este sabor ganha um pouco mais de destaque ao adoçar a bebida, mas continuando a ser bem adstringente, como na outra infusão. Experimentei gelado também (deixei 2 sachês em 300ml de água fria por algumas horas), e o resultado sem açúcar foi também bastante adstringente e desagradável; com açúcar me lembrou demais refresco em pó. Ingredientes: hibisco, maçã, chicória, groselha negra, rosa silvestre, mirtilo, framboesa, aromatizantes. Nota: 1/6

Cores praticamente iguais: Maçã com canela, Morango silvestre, Frutas do bosque

Pois então, eu tomo chás - ou infusões - sem nenhum tipo de adoçante; no entanto, para que esses se tornassem bebidas mais ou menos agradáveis foi necessário uma colher (ou mais) de açúcar em cada xícara - sem adoçar a adstringência era muito alta e o sabor de hibisco prevalecia completamente.

Para quem adoça sua bebida e não se incomoda de sentir um sabor adstringente meio cítrico em algo que não deveria ser assim, são produtos tomáveis.

A cor das três infusões é praticamente a mesma (contrariando a expectativa): um vermelho vivo, às vezes puxando um pouco para o magenta, que é tão bonito que resolvi fazer um vídeo mostrando como se dá a distribuição de cor na água quente através do saquinho. Aqui está:





Onde comprar? Em supermercados, mercadinhos e mercearias de todo Brasil (imagino).

E lembre-se: infusões de frutas não são chás (saiba mais).

21 de junho de 2012

Tomando chá: Keemun

Um dos mais importantes chás da China, o Keemun é considerado por muitos o melhor dos chás pretos. É tido como aromático e saboroso, com toques de chocolate.

Este de que vou falar agora comprei em Porto Alegre, na Loja do Chá. O "aromático" neste que eu comprei não se aplica muito: praticamente não tem nenhum aroma (principalmente na infusão preparada). Já o "saboroso" sim, bem se aplica a ele; tem um sabor complexo ao qual demorei a me acostumar, mas depois que me sintonizei pude mesmo deixar até meus verdes um pouco de lado - uma xícara de Keemun acabava sendo, na maioria das vezes, a melhor ideia (principalmente depois que meu Lung Ching terminou).

O sabor, robusto mas suave, que enche a boca, me faz sempre ter a impressão de pequenas bolhas estourando e liberando as notas de chocolate levemente defumado (mas isso é loucura da minha cabeça - juro que nem todo mundo tem essa sensação Frutilly de bolhinhas estourando quando o prova).

As folhas deste são um tanto quebradas. A classificação é orange pekoe, que é uma classificação de qualidade básica, mediana, baseada no tamanho da folha (embora eu não esteja certo de que a classificação se aplica a chás chineses). O Keemun original é produzido no condado de Qimen, na província de Anhui (Qimen, aliás, é o nome chinês do chá), mas este não sei de que parte da China vem. Grandes incertezas neste parágrafo, mas a certeza é que o sabor dele é suave se deixado em infusão por um tempo apropriado (ver abaixo), senão fica amargo com retrogosto que me lembra erva-mate. 


Consegui uma grande infusão com ele utilizando 1 colher (chá) em uma xícara por 4 minutos em água fervente (às vezes nem tão fervente). A segunda infusão também é muito saborosa e a terceira idem! (geralmente tenho aumentado 30 segundos em cada) Os sabores mudam de uma infusão para outra - mas o chá não fica aguado, apenas diferente - o que caracteriza folhas de muito boa qualidade, apesar do aroma pequeno.

O que:  Keemun OP / Chá preto
De quem: Loja do Chá / Porto Alegre
Para comprarwww.lojadocha.com.br
1ª infusão: 1 col. (chá) em 1 xícara (200ml) por 4 minutos aos 95°/98°


12 de junho de 2012

Tomando chá: Latte Macchiato / Rooibos

Conforme havia dito, o rooibos é esta infusão originária de um arbusto da África do Sul, que tem um sabor bem marcante e uma cor avermelhada. Como não tem cafeína, é ótimo para tomar à noite (e eu tomo mesmo quase todo dia - principalmente agora que o frio chegou por aqui). Pois na Loja do Chá havia uma mistura que eu fiquei com vontade de provar desde que ouvi falar: rooibos com café e cacau. Achei que seriam sabores que se complementariam muito harmonicamente. E acertei.

O blend se chama Latte Macchiato. O aroma das folhas secas é muito gostoso, traz fortes notas de café (inclusive alguns grãos vêm misturados) combinadas ao rooibos e um leve cacau ao fundo. Na composição também incluem, segundo diz a embalagem, granulado de iogurte (mas essa foi a parte que menos me interessou).


A infusão guarda o aroma das folhas, que é bem adocicado, deixando prevalecer cada um dos componentes em proporções diferentes. O sabor, no entanto, apesar de rico, não guarda o doce do cheiro. Este é o único porém desta infusão: o aroma convidativo e doce nos faz querer esse dulçor também na bebida, mas ele não está lá. Apesar de não ser nada amarga, é um tanto seca e mais "séria" do que se poderia supor.

Para "resolver" o problema do pouco dulçor (que não é grave), geralmente acompanho esta infusão de algo doce, como um pedaço de bolo ou uns pedaços de chocolate. O açúcar deles complementa bem a bebida, sem precisar acrescentar açúcar diretamente na infusão (o que eu nunca faço).


Quanto às infusões, como as folhas são de boa qualidade, consigo fazer duas bem satisfatórias. A terceira também é possível, mas quando eu faço geralmente acrescento um pouco de leite (o leite combina bem com o rooibos - e com este blend especialmente). Para cada infusão extra, acrescento 1 minuto (começo com quatro, vou para cinco e, se for o caso, para seis na terceira), diminuindo um pouco a água em cada uma delas.


O que:  Latte macchiato/ Rooibos com cacau, grãos de café, granulado de iogurte e aromas
De quem: Loja do Chá / Porto Alegre
Para comprar: www.lojadocha.com.br
1ª infusão: 1 col. (chá) em 1 xícara (200ml) por 4 minutos aos 95°/100°


(O rooibos não é chá. Mas está nesta sessão "Tomando chá" porque, enfim, eu quis - e não achei preciso iniciar outra chamada "Tomando não-chá" - apesar de o nome ser bom)



18 de maio de 2012

Tomando chá: Golden Thai

Na primeira compra de chás adquiri também um blend de chá preto, chá verde, jasmim e girassol, na Loja do Chá, com o nome de Golden Thai. O aroma das folhas é muito interessante, doce, misturando de leve o jasmim com os cheiros próprios dos chás (com predominância absoluta do jasmim, que é sempre ótimo).


Quando fui prepará-lo me vi com a problemática da junção desses dois chás que têm, por praxe, temperaturas apropriadas de infusão diferentes (o verde pede água com temperaturas menores do que o preto). Mas fui pelo que estava escrito nas instruções: água recém fervida. Com isso eu consegui, depois de algumas tentativas, um tempo de infusão de três minutos. Neste tempo conseguia preservar o sabor (pouco consistente) do chá e ter uma permanência de jasmim na boca que realmente é agradável. Também deveria sentir sabor de girassol? Não sei que gosto tem girassol para saber se senti. Na embalagem diz que o chá teria sabor de jaca com creme. Confesso que uma única vez senti, sim, um leve sabor de jaca, nas outras vezes não percebi.

Aliás, este chá foi problemático. Depois de alguns dias achei que a água fervente não estava colaborando com o sabor, muitas vezes senti gosto levemente amargo de erva-mate e atribuí isso à água muito quente queimando o chá verde. Em contrapartida, a segunda infusão geralmente me saía melhor do que a primeira.  (ver este texto para saber que o que mudou na verdade foi minha chaleira, o chá não teve culpa) De qualquer forma, acho que temos excesso de chá verde ali - principalmente depois da infusão podemos ver as folhas de chá verde abertas e se sobrepondo às de chá preto. Creio que isso, para mim, atrapalhou um pouco a experiência do chá, deixando ele menos marcante (não que chá verde não seja marcante, mas este não trabalha bem com o jasmim).


Seja como for, é um bom chá para se tomar de vez em quando, acompanhado de biscoitos ou algo que não tenha um sabor muito forte nem seja muito doce. Não vai estar entre meus preferidos, mas foi bom prová-lo.

O que: Golden Thai / Preto com verde, jasmim, girassol e aromas
De quem: Loja do Chá / Porto Alegre
Para comprarwww.lojadocha.com.br
1ª infusão: 1 col. (chá) em 1 xícara (200ml) por 3 minutos aos 90°/95°C

Atualização em 13/06/12: É um chá bem enjoativo. Depois de algumas semanas sem tomá-lo, hoje  preparei uma xícara e realmente tive que fazer um certo esforço para terminá-lo. Mas pra quem gosta de bebida doce e aromática, vale experimentar.

(Fotografias: Ederson Nunes)

10 de maio de 2012

Tomando chá: Lung Ching

Os primeiros chás de folhas soltas que eu comprei, como falei no primeiro post, foram um preto aromatizado e um verde puro. Queria provar um verde puro para ver se eu ia mesmo gostar. Ler sobre chás é ótimo, mas a prática poderia ser bem diferente. Não foi. Comprei um Lung Ching e achei realmente ótimo.


O Lung Ching (também chamado Longjing) é um dos chás mais tradicionais (e, geralmente, com valor mais alto) da China. As folhas são secas sendo pressionadas manualmente contra as paredes de uma grande panela de metal, o que as deixa com uma característica forma achatada. O original é plantado na província de Zehjiang. Este que eu comprei na Loja do Chá não sei de onde veio, nem quando foi colhido, pois não tem indicação. O Lung Ching tem 7 graduações de qualidade, que são: Superior, Special e graus de 1 a 5, sendo o 5 o de menos qualidade. Este que comprei é intitulado de 1° grau.

Os chás verdes que eu conhecia até então eram os de saquinho. Geralmente amargos, sem nenhuma riqueza no sabor (sem falar na péssima qualidade das folhas em pó dentro dos sachês). Ao provar este chá realmente o mundo dos chás fez sentido para mim. É um outro sabor. De cor verde-amarelado bem claro, é muito suave, até algo doce, sabor complexo e agradável.


Nos testes para a infusão que eu mais gostasse cheguei neste resultado: para fazer uma xícara utilizei duas  uma colher de chá e deixei em infusão por três dois minutos e meio, em água em torno dos 75°C. Para uma segunda infusão com as folhas, usei o mesmo tempo, dando um resultado muito próximo à primeira. Já a terceira infusão não ficou boa para mim.

Como não tenho ainda termômetro, para chegar a supostos 75°C eu deixo a água iniciar a ferver e logo desligo (quando as bolhas menores estão começando a se formar), aguardo um pouco e acrescento às folhas. Como aqui é outono agora, antes de acrescentar a água quente nas folhas eu aqueço a xícara (e o bule, se for o caso) com um pouco de água quente antes. Fica em uma temperatura ideal para tomar logo em seguida.

O que: Lung Ching 1° grau / Verde
De quem: Loja do Chá / Porto Alegre
Para comprarwww.lojadocha.com.br
1ª infusão: 1 col. (chá) em 1 xícara (200ml) por 2,5 minutos aos 75°/80°C

(Fotografias: Ederson Nunes)
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