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1 de agosto de 2017

Starbucks vende a rede de casas de chá Teavana

Dei aqui no blog "em primeira mão" quando o Starbucks comprou a rede Teavana, que era a maior rede de casas de chá com Estados Unidos, lá em 2012. E agora eis que temos a notícia de que vão fechar tudo.

Havia toda uma expectativa do que iria acontecer, e eles tiveram como objetivo tirar as lojas de dentro dos shoppings, como eram (só chá pra levar e pra comprar as folhas, sem mesas), e transformá-las em algo tipo o Starbucks mesmo, uma casa de chá onde você vai, escolhe entre diversos tipos de bebidas do cardápio (ou da parede de chás, onde estavam todos os chás, em latas), entre vários pratos disponíveis, com diversos atendentes, senta nas mesas/sofás e aproveita o wifi num ambiente climatizado.

Eu mesmo cheguei a visitar uma Teavana em Nova Iorque, bem linda toda, mas com o atendimento dificultoso, que me rendeu esquecerem de fazer o prato que eu havia pedido (daí tive que ir reclamar em inglês, já viu, né). E daí, só porque gostei, cito este trecho do meu texto de então: "E as chicken rice balls eram bem boas e nutritivas, mas servem sem faca, fica difícil você tentando ser chique na Madison Avenue tendo que cortar bolas densas de arroz com um garfo em cima de uma tabuinha."

São, portanto, 379 lojas que eles vão fechar até ano que vem. Não é pouca coisa, são 3.300 empregados.

Como eu li numa página do Facebook chamada Tea Around Town: "Chá não é uma indústria que favorece uma comunidade que não se importa com o que consomem. Chá é uma indústria de educação, de evolução de gostos e conhecimento, e é sobre pensar em ser saudável."


27 de julho de 2015

Introdução ao chá japonês

Pois se há todo um mundo dos chás, há um pequeno mundo dentro desse mundo maior reservado aos chás japoneses. São chás bastante específicos e diferentes dos chás chineses (que são os mais conhecidos e difundidos) e indianos (conhecidos pelos chás pretos). O chá verde é a qualidade principal, quando alguém lá menciona chá (ocha), é a um chá verde que está se referindo. Além dos próprios chás, os utensílios e a cerimônia tradicional de preparo difere dos outros países. Já falei sobre banchá aqui no blog, e quero escrever sobre matcha e os outros, mas antes farei uma introdução ao tema, retirada do livro Tea Sommelier:

"Chá em todas as suas formas é tão difundido na sociedade japonesa que faz parte de quase toda rotina diária: é servido com refeições em restaurantes (bancha, houjicha), é preparado entre amigos ou em reuniões mais refinadas (sencha, gyokuro), e, é claro, sintetiza a filosofia zen durante a cerimônia do chá (matcha).

No Japão, o chá é colhido de duas a quatro vezes por ano. A colheita na primavera é sem dúvida a melhor e a mais solicitada. O chá verde japonês é tradicionalmente cultivado na província de Shizuoka, lar do melhor Sencha, na província de Kyoto, famosa pelo matcha e pelo gyokuro, e nas províncias de Kagoshima e Kyushu, no sul do país. 

O chá verde lá geralmente retém sua cor viva através de um método de vaporização em alta temperatura desenvolvido em Kyoto em 1738. Durante essa fase muito curta do processamento a temperatura alta bloqueia as enzimas das folhas responsáveis pela oxidação, permitindo ao chá preservar sua cor original."



Foto de Fabio Petroni, no livro Tea Sommelier



30 de junho de 2014

O vídeo de sucesso deste blog

Pois fui dar uma olhada nos vídeos que tenho no Youtube e de repente um susto: o vídeo que fiz sobre como preparar chá pu-erh tem mais de 50 mil visualizações! Levando em consideração que a versão em inglês do mesmo vídeo tem menos de 2 mil, fui dar uma olhada nas estatísticas e descobri o motivo: eis que Lucilia Diniz publicou meu vídeo no site dela, em um texto falando sobre chá vermelho para dieta (veja aqui).

Então tá, segue abaixo o vídeo para relembrar, que agora conta com uma observação, baseado no que me disse na época o João Campos, da Chá Yê: "Bons pu-erh podem ser colocados inteiros na água, mas vão levar pelo menos 2 infusões para se abrir completamente e liberar todo o sabor." Eu, particularmente, continuo recomendando a quebra do chá, quando for o caso, embora já ache desnecessário desmantelar ele tanto quanto faço no vídeo.


Pu-erh é um chá envelhecido (ou que passa por um processo que "imita" o envelhecimento). Embora seja comum que ele seja vendido prensado assim em diversos tamanhos, desde porções individuais até grandes bolos ou tijolos, há também as versões de folhas soltas. Saiba mais sobre este tipo de chá no texto Pu-erh - o chá envelhecido


4 de junho de 2014

Oprah lança chá em parceria com Starbucks

A Teavana, maior rede de casas de chá dos Estados Unidos (comprada pelo Starbucks) lançou um chá em parceria com a apresentadora/atriz/empresária Oprah Winfrey. É um blend chamado Teavana Oprah Chai Tea, que "vai aquecer a sua alma com especiarias doces" de acordo com a página da marca.

Consiste em canela, gengibre, cardamomo e cravo-da-índia, com chá preto e rooibos. Me parece interessante, principalmente essa mistura de chá com rooibos, nunca antes vista por esta pessoa aqui.



Uma parcela (pequena, é verdade) do valor arrecadado nas vendas está sendo revertida para a fundação que a apresentadora mantém na África do Sul.

Segue o vídeo interessante da Oprah com os tea sommeliers da Teavana provando vários ingredientes para compor o blend final:






23 de maio de 2013

Blog fez aniversário e eu esqueci

O blog fez seu primeiro aniversáriono final do mês passado e eu até tinha esquecido de comentar isso aqui. Apesar de eu estar conseguindo atualizar com pouca freqüência, não deixei ele morrer ao longo dos meses e isso sempre é bom. Com o blog aprendi um mundo de coisas que eu não sabia - e espero continuar aprendeno e provando os sabores de novos (e velhos também) chás.

Para comemorar este ano fiz uma página no Facebook, onde vou postar as atualizações daqui e mais algum material que não se encaixe nos parâmetros para ser um post de blog (já que a página do Google+ não rendeu). Clique aqui para curtir, ou curta ali do lado.

Também fui a São Paulo semana passada, com o principal objetivo de visitar alguns lugares que servem chá por lá, e em bereve falarei deles aqui, numa série de textos que vai se misturar aos textos sobre os lugares que servem chá em Porto Alegre, já iniciados com o post anterior.

Espero que este próximo ano também seja bastante produtivo, apesar do pouco tempo que tem me restado para dedicar ao blog.

Rua Galvão Bueno, bairro da Liberdade, em São Paulo.

10 de maio de 2013

O maior "saquinho" de chá do mundo

A companhia australiana Planet Organic parece que criou o maior saquinho (ou sacão, no caso) de chá do mundo. Com 151kg, a monstruosidade é capaz, dizem, de preparar 100.000 xícaras de chá verde (o recorde anterior era de um sachê de 120kg, de uma empresa da Inglaterra).

O objetivo é arrecadar fundos para uma campanha de prevenção ao câncer. Como farão isso, não sei. Também não se sabe como eles prepararão, já que ainda não encontraram uma xícara tão grande.








21 de novembro de 2012

Comparando produto x embalagem: Cookies Bauducco

Não tenho comprado mais biscoitos industrializados porque, como já disse, ou são muito ruins ou são caros e nem tão bons. Mas à vezes não há como escapar, e numa dessas vezes semana passada, procurando algo no supermercado que fosse mais ou menos decente, achei que um pacote de cookies Bauduco com uma camada sabor chocolate pode ser uma boa. A julgar pela embalagem seria. Mas...

Bom, se um produto pode ser enfeitado em uma fotografia, imagine em uma ilustração. Mas realmente assim é um pouco demais. Alguns biscoitos tinham alguns pontos de chocolate visíveis, mas longe de se parecerem com o desenho da embalagem. Não posso nem dizer que o biscoito, chamado Chocco, em si é ruim, no entanto engana quem acha que vai encontrar um biscoitão cheio de gotas de chocolate Hershey's.


20 de novembro de 2012

Trabalhadores colhem chá oolong na Tailândia

No blog de fotografia da NBC News e no site da CBS News foram publicadas estas imagens da fotógrafa Paula Bronstein mostrando um pouco da colheita do chá oolong nº 17 na Tailândia. (Pois é, na Tailândia alguns oolongs são chamados por números - jeito mais simples de se nomear algo sem ter que inventar).

A colheita que aparece nas imagens aconteceu perto da cidade de Chaing Rai: "Há cerca de 40 trabalhadores da tribo Akha e 120 birmaneses que fazem 300 baht por dia de trabalho (em torno de R$ 10,00 R$ 20,00) na fazenda de chá Suwirun, que tem estado no negócio há quase 38 anos. "

Ainda segundo o texto, o chá é colhido a cada 45 dias (o que não deve ser bem assim) e cerca de 1,5 toneladas são coletadas por safra. Em ocasiões especiais, as mulheres Akha usam o seu vestido tradicional ao colher o chá (como nas primeiras fotos).


 




  






31 de outubro de 2012

Livro pintado com chá

Acho tão bonita essa história em quadrinhos sobre uma senhora solitária que faz parar de funcionar o próprio aquecedor para poder chamar um técnico e ter companhia para o chá - e o mais interessante é que boa parte foi desenhada exatamente com chá.

O autor é A. J. Poyiadgi e este trabalho foi para sua participação no Graphic Short Story Prize 2011. Ele conta que utilizou o chá English Breakfast, em infusão de 6 a 8 minutos, para pintar - e todo o chá que sobrava era o combustível dele para passar as noites.

Para ler, é só clicar aí nas figuras, ou entrar no site dele. Há uma versão impressa, mas não consegui encontrar algum lugar que venda online.




Teapot Therapy

E, bem, não é um livro, mas não queria chamar de, sei lá, graphic novel.


28 de julho de 2012

Máquina para fazer chá

Exitem alguns modelos de máquinas pra fazer chá por aí, alguns até bem interessantes - embora seja algo que não me atrai. Mas não sabia que existia isso no Brasil. Pois existe - e parece que não vai bem de vendas. É da marca Oster, e tinha o preço de R$ 119,00 e agora está por R$ 24,90 nas Americanas. Não deve ser muito sofisticada, até porque uma das especificações é assim: "Opções de temperatura: Não se aplica ao produto"; como assim? Então faz tudo na mesma temperatura? E qual seria?


Não faço ideia de como ela funciona. Aliás, não vi ninguém dizendo que comprou isso. Também, com um visual desses, só dando de graça.

Atualização
Um leitor contribui nos comentários com um breve relato sobre a tal máquina. É a informação mais decente que há sobre a máquina em toda a internet e, como a empresa se recusou a fornecer uma para eu fazer teste s e publicar, acaba sendo a única:

"Eu comprei e, apesar de amar chá, uso somente para fazer chá gelado (em especial chá preto com limão, ou de vez em quando um mate).

Para chá quente ele é bem ruim, deixa a água quente demais e não presta para chás mais delicados."


26 de julho de 2012

Rooibos do filme Valente

A Republic of Tea lançou esta latinha de uma infusão baseada no filme Valente, da Disney-Pixar. Não vi o filme nem vou ver, mas acho interessante a ideia da empresa de se associar a uma produção cinematográfica para lançar um "chá". Os ingredientes parecem combinar bem: rooibos, laranja e caramelo. São 36 saquinhos não-branqueados por um valor de $9,50.


Só não entendi por que o blend é com laranja e na foto temos tangerinas...



21 de julho de 2012

Infusores engraçadinhos

Um dos modos de se preparar chás de folha solta é com infusores, e eles existem de vários tipos. Não me dou muito bem com eles, sempre acho que estão interferindo no sabor do chá, mas alguns são, pelo menos, um objeto curioso.

Descobri este do pato há um tempo. Não gosto e é infantil, mas é engraçado.


Este do dinossauro achei por acaso ontem. É de silicone e eu não colocaria meu chá ali.


Este do robô é meu preferido. Não tem muito espaço para os chás em que as folhas crescem, mas as mãos ajustáveis que seguram nas bordas dão um certo charme trágico.
Geralmente eu uso um infusor de cerâmica, que é o único que eu acho que não interfere no meu chá. Ou uso um coador. Mas até com coador é preciso ter cuidado. Comprei um pirata de "aço inox" que já enferrujou e desconfio que libera gosto de metal nas infusões...

2 de julho de 2012

Novidades (ou não) no supermercado

Por acaso, indo a um supermercado Zaffari onde eu nunca havia estado, passei pela sessão de chás e percebi duas novidades por aqui. Primeira: os "chás" em "latinha" (não são chás, são infusões de frutas e flores e a embalagem é de papelão, na verdade), da Dr. Oetker: a granel, embalagem colorida que dá vontade de comprar - tem inclusive uma caixa que acompanha a infusão e um infusor de silicone. Custava uns R$ 9,00 o produto sem infusor, mas como infusão de frutas não é o meu barato, não cogitei comprar.

Foto: blog da Mari Assmann 

A segunda é importada. Chá preto Lipton aromatizado (um de caramelo e baunilha e outro de amora) e com sachê em forma de pirâmide (que deixa espaço para as folhas expandirem, resultando, teoricamente, em uma infusão de melhor qualidade). Este sim fiquei com muita vontade de trazer pra casa, mas depois de ver que estava custando R$ 22,00 e tem amido de milho na composição (diz que tem caramelo de verdade, mas é feito com maizena?), realmente perdi o entusiasmo. 


O que eu comprei foi um chá verde desses industrializados em caixa, da marca Feel Good, pra tomar gelado. Em breve falarei mais sobre.


22 de junho de 2012

Novos chás


Chegaram os chás que a Márcia, do Folha do chá, trouxe para mim do Uruguai - junto com umas amostras lindas que ela teve a gentileza de incluir. Os aromas são sensacionais. E ainda uns chás pu-erh que vieram direto da China (aqueles quadrados e redondos, na frente) e são muito estranhos.

O fim de semana vai ser de muitos sabores.

16 de junho de 2012

Mellowcholia

Divertido vídeo. O personagem era viciado em café, até descobrir os chás. Daí a vida dele mudou, ele ficou mais sereno e conseguiu se concentrar mais em tudo em volta. Mas ele exagera, fica "too mellow" (calmo, sereno demais) e o médico diz pra ele jogar fora todos os chás.




21 de maio de 2012

A importância da água (e da chaleira)

A qualidade da água é muito importante para o chá. Recomenda-se usar água mineral ou filtrada para fazer uma boa xícara de qualquer infusão. Levando-se em conta que o chá é praticamente 99% (ou mais) de água, e que a água pura boa e ruim é percebida por nosso paladar (experimente sua água da torneira e um copo de Perrier e veja a diferença), esse é um dos fatores que melhoram e pioram qualquer infusão, seja chá ou não.

Eu tenho usado somente água mineral. Não tenho filtro, então essa é a saída que encontrei. Imagino também que qualquer filtro não sirva. Tem que ser um filtro bom. Ou muito bom. De qualquer forma, o filtro não transforma o líquido cheio de cloro e flúor (e sabe-se lá mais o quê) em mineral. E com isso não quero dizer que a água mineral é a melhor. Existem as boas, existem as ótimas, e existem as que não vão dar uma boa xícara de chá.

Voltarei a este assunto outra hora. O que me move a escrever este texto não é tanto a água em si, mas onde ela é preparada para fazer a infusão. Eu estava usando uma chaleira de alumínio. Na verdade, não sei bem se aquilo é alumínio. Só sei que estava criando uma mancha no fundo. Não dei muita bola para isso, estava limpa e aquecia água rápido, parecia ok. Mas daí inventei de provar pura a água que ela havia fervido (depois de fria, claro) e o gosto daquilo me fez saber que realmente todos os fatores trabalham contra o seu chá. Você tem que saber contra-atacar.

A minha chaleira estava alterando o sabor da água e, por consequência, estava alterando o sabor dos chás. Estava mascarando o gosto que os chás deveriam ter. Eu estava usando duas colheres (chá) de chá para poder ter uma xícara com sabor. Após comprar uma nova chaleira, essa quantidade de chá se mostrou muito alta.


Minha nova chaleira não interfere no sabor da água, deixa o chá com o sabor que deveria ter (na conjunção com esta água específica) e faz com que eu economize 50% de chá em cada xícara. Agora eu estou usando apenas uma colher (chá) de chá para fazer 200ml. Sinto o gosto específico de cada chá, não fica fraco nem com gosto de nada além da própria infusão. Inclusive já corrigi as recomendações que eu havia feito para as infusões do Lung Ching e do blend Golden Thai. Esse último, que eu havia acusado de perder o sabor e ficar mais amargo, estava ficando assim porque iniciei a fazê-lo com a nova chaleira. O coitado não tem culpa se eu estava usando folhas demais.

Fica uma recomendação: chaleiras (e panelas) esmaltadas e de aço inox são, entre as que não interferem no sabor nem liberam substâncias tóxicas, as mais fáceis de achar. Eu comprei uma chaleira (talvez seja um bule) esmaltado vermelho. Bem prático, embora a tampa caia se inclinar muito.


(Fotografia: Ederson Nunes)

16 de maio de 2012

Sabonete de chá verde

Pra quem gosta do cheiro do chá verde, descobri por acaso este sabonete, que tem realmente um perfume que lembra muito as folhas do chá. Da marca Roger & Gallet, custa R$ 28,00 cada um nas farmácias Panvel e neste site tem a caixa com três unidades por R$ 45,90.



13 de maio de 2012

Geleia de pimenta

Ganhei de um amiga um vidro de geleia de pimenta. Longe de mim não gostar de pimenta, ou de geleia, mas doce com pimenta nunca funcionou bem pra mim. Só que ao provar, não pude deixar de perceber o quanto de sabor eu perderia se nunca tivesse ganho. É um sabor rico, picante (claro), mas não demais, lindamente balanceado com o dulçor do açúcar. Formou um trio ótimo com as torradas integrais Wickbold e uma xícara de Lung Ching.


Geléia da marca Höller, de Gramado, levando pimentão, pimenta, açúcar e pectina na composição.

(Fotografia: Ederson Nunes)


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