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4 de dezembro de 2012

Oolong em sachê Butterfly

O chá chinês mais fácil de encontrar aqui em Porto Alegre é este oolong em saquinho, da marca Fujian Tea (selo Butterfly); ele está em várias casas de produtos orientais e lojas de importados. Pois comprei não dando muita bola pra ele, lá no Armazém dos Importados, e acabei achando muito satisfatório.

Primeiro oolong em sachê que eu provo (não sabe o que é oolong? aprenda aqui) e não me desapontei: tem aroma e sabor que lembram oolong, sim, com notas tostadas bem pronunciadas, me recorda o Rou gui, embora seja bem mais simples.

Acho bom de preparar com água entre 85° e 90° C, deixando entre dois minutos e meio e três minutos. Assim ele fica com sabor bem presente, como eu gosto - e com retrogosto longo e de leve amargor, que não é desagradável. Ele se parece com café; não sei o teor de cafeína, mas o corpo e a cor da infusão pronta lembram café passado.


Algo estranho acontecia às vezes quando eu tomava este chá: meus lábios ficavam com um discreto formigamento. Não sei o que acontece. Da primeira vez que bebi uma parte da pele do meu lábio superior descolou até. Achei que era por causa da temperatura alta, e pode até ser, mas isso não explica o formigamento intenso naquele dia (parecia que minha boca ia inchar e cair no chão). Nas outras vezes o formigamento diminuiu, e agora já não aparece mais. Pensei em alergia, mas a composição é só chá, não teria porque este me dar alergia e os outros não, acredito. De qualquer forma, tenho evitado tomar mais de uma xícara no mesmo dia.

A caixa dele custou R$ 4,90, com 20 sachês de 2g cada.


20 de novembro de 2012

Trabalhadores colhem chá oolong na Tailândia

No blog de fotografia da NBC News e no site da CBS News foram publicadas estas imagens da fotógrafa Paula Bronstein mostrando um pouco da colheita do chá oolong nº 17 na Tailândia. (Pois é, na Tailândia alguns oolongs são chamados por números - jeito mais simples de se nomear algo sem ter que inventar).

A colheita que aparece nas imagens aconteceu perto da cidade de Chaing Rai: "Há cerca de 40 trabalhadores da tribo Akha e 120 birmaneses que fazem 300 baht por dia de trabalho (em torno de R$ 10,00 R$ 20,00) na fazenda de chá Suwirun, que tem estado no negócio há quase 38 anos. "

Ainda segundo o texto, o chá é colhido a cada 45 dias (o que não deve ser bem assim) e cerca de 1,5 toneladas são coletadas por safra. Em ocasiões especiais, as mulheres Akha usam o seu vestido tradicional ao colher o chá (como nas primeiras fotos).


 




  






20 de setembro de 2012

Tomando chá: Rou Gui

Na confusão que se formou desde o início de agosto porque tive que me mudar, até tomar chá acabei deixando de lado muitas vezes. Vários dias com pressa por causa da mudança, tentando ainda, no meio de tudo, trabalhar e atender clientes, não eram propícios a uma boa apreciação de chá. Mas, sempre que tinha um tempo mais calmo, eu ia lá e preparava uma boa xícara. Muitas vezes preparei - e tenho preparado - o Rou Gui do Chá Yê que tem sido meu companheiro mais assíduo por essa época.

Ele é um oolong rochoso (rock oolong, rock tea ou yan cha), ou seja, cultivado nas áreas montanhosas de Wu Yi, província de Fujian, na China. Leva o nome de uma planta, a Cássia (rou gui em mandarim), que dá origem à flor de mesmo nome e à Canela da China, já que, dizem, seu aroma e sabor tem a ver com tal planta. Não sei, nunca vi uma Cássia na vida, mas posso dizer que ele tem um sabor - torrado, um pouco amadeirado e adocicado - fantástico. As notas torradas é que me chamaram mais a atenção - um sabor queimado que não retira dele a complexidade.


As folhas secas não têm assim um aroma dos mais convidativos, mas o a roma da infusão pronta é sensacional, bastante convidativo, me lembra chocolate derretido para fondue. As folhas parecem torcidas e são bem marrons, e, depois de passar pela água quente, ficam lindas, não se desmancham nem abrem, permanecem ainda enroladas e elegantes, deixando transparecer um pouco de verde.

O Rou Gui é um chá muito acolhedor, que me traz uma sensação bastante confortável. Levando em consideração as instruções de preparação que vêm na embalagem (deixar em infusão por 1 minuto em água a 100°C) faz três infusões excelentes, aumentando 30 segundos a cada uma, das quais geralmente eu prefiro a terceira. Porém, tenho preferido fazer com água não tão quente (uso com 90°C) e deixando em infusão inicialmente por 2 minutos, aumentando também 30 segundos nas subsequentes, assim eu consigo um sabor mais acentuado na primeira, que vai ficando mais suave e floral até a terceira.



O João campos, lá do Chá Yê, quando perguntei a ele sobre o chá, me escreveu o seguinte: "É um chá super especial, feito pelo Liu Guo Ying, um cara premiadíssimo em Fujian e que realmente faz um trabalho cuidadoso. O Rou Gui tem uma torra média e um sabor bem complexo. A torra não tão longa faz com que notas florais fiquem mais acentuadas, mas isso sem perder a força do "queimado" e a complexidade de um aftertaste longo e adocicado. "

Já entrou para minha (pequena) lista de chás prediletos.


O que:  Rou Gui 2011/ Chá oolong
De quem: Chá Yê / São Paulo
Para comprarwww.chaye.com.br
1ª infusão: 1 col. (chá) em 1 xícara (220ml) por 2 minutos aos 90° C, aumentando 30s a cada nova infusão.




31 de maio de 2012

As cores do chá: Oolong

Oolong (também escrito wulong) é um dos vários tipos de chá. Um dos menos conhecidos no ocidente, é muito apreciado na China e no Japão e tido como a categoria com maior variedade de sabores e aromas. Não é difícil entender isso: há uma vasta gama de tipos de chá classificados como oolongs.

Na escala de “cores” o oolong é conhecido como chá azul e fica entre o chá verde e o chá preto no que refere-se ao grau de oxidação, combinando, muitos dizem, as melhores características de ambos. Portanto, são chás semi-oxidados, indo de 8% a 85% de oxidação (os verdes ficam abaixo de 8% e os pretos acima dos 85%). Existem, assim, oolongs que são mais próximos ao chá verde, na sua cor, sabor e propriedades, e outros são mais próximos ao preto.

“Um bom oolong é ao mesmo tempo refrescante e delicioso; o espectro do oolong tem uma variação de aromas e sabores que o distingue de tudo que se pode obter com os chás verde e preto”, segundo Fergus Ray-Murray.

A produção se dá especialmente na China e em Taiwan. As folhas geralmente são semi-enroladas (deixando-se uma “cauda”, às vezes parecendo um girino) ou curvadas, manualmente. São muitos processos de manufatura diferentes, então a explicação de alguns ficará para mais tarde, quando eu prová-los (os chás, não os processos).

Entre os oolongs mais famosos estão o Tieguanyin (Iron Goddess) e o Da Hong Pao (Big Red Robe), ambos originais da província de Fujian.

Foto do site Adagio Teas mostrando um Tieguanyin

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